O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, criticou Eduardo Bolsonaro (PL) durante uma sabatina nesta quarta-feira, 16. Para Renan, o ex-deputado atua em defesa dos interesses políticos e familiares do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seria um risco caso assumisse uma função de comando na política externa brasileira.
“O Eduardo Bolsonaro é um imbecil completo. O papel dele é justamente esse, é um lacaio no governo Trump”, afirmou. Depois, Renan explicou que se referia à atuação do ex-deputado em favor da família Trump e de seus interesses nos Estados Unidos e no Brasil. O candidato também chamou Eduardo de “idiota perigoso” e classificou como “um perigo” a possibilidade de ele ser nomeado chanceler.
Renan disse ainda que não vê com bons olhos as ações recentes do governo americano em relação ao Brasil. Na avaliação dele, os Estados Unidos projetam poder sobre a América Latina ao tratar do combate às drogas, apesar de serem, segundo o candidato, o maior mercado consumidor dessas substâncias.
Críticas a Lula e Bolsonaro
Questionado sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o uso do tema pela campanha de Flávio Bolsonaro, Renan afirmou que o senador pode obter ganhos eleitorais, mas avaliou que “atualmente ele não tem moral”. O candidato também criticou a polarização entre lulistas e bolsonaristas em denúncias de corrupção e na avaliação sobre a atuação do STF.
Segundo Renan, os dois grupos toleram problemas no próprio campo político enquanto apresentam os adversários como ameaça. Ele resumiu a avaliação com a frase “É o sujo falando do mal-lavado”.
O candidato afirmou que a disputa eleitoral deixa em segundo plano temas de interesse direto dos eleitores. Disse que, em viagens recentes pelo Nordeste, Sul e Centro-Oeste, não encontrou nas ruas uma polarização com a mesma intensidade observada em eleições anteriores. Para ele, “A campanha é morta” e parte do eleitorado ainda não decidiu o voto.
Renan declarou que pretende percorrer diferentes regiões do país na reta final para apresentar propostas e tentar mobilizar esses eleitores. Também afirmou que não pretende copiar integralmente as políticas de El Salvador contra facções criminosas. Na avaliação dele, as características do crime organizado brasileiro, incluindo a atuação internacional do PCC, o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro por empresas e pelo mercado financeiro, exigem respostas próprias.
Questionado sobre a promessa de acabar com as favelas, o candidato começou a abordar a necessidade de urbanização, saneamento e infraestrutura, mas a transcrição da entrevista é interrompida nesse ponto.



