A Apple pode lançar em outubro seu primeiro display inteligente para uso doméstico. O aparelho será integrado à nova Siri baseada em inteligência artificial e poderá identificar diferentes usuários pela câmera para adaptar a experiência.
A previsão antecipa o período divulgado anteriormente, que indicava um lançamento até o fim do ano. O dispositivo também está entre os primeiros grandes projetos de hardware da Apple sob o comando de John Ternus como CEO.
Dois formatos em desenvolvimento
A empresa testa pelo menos duas versões. O modelo J490 terá uma base para ficar sobre mesas, bancadas e outras superfícies. O J491 será preparado para instalação na parede. Os dois códigos aparecem no macOS Tahoe 26.7, e protótipos já são testados nas casas de funcionários da Apple.
A tela terá formato quadrado e tamanho relativamente compacto. A proposta é funcionar como um ponto central para controlar dispositivos da casa e consultar informações, sem disputar diretamente com aparelhos maiores pelo tamanho do painel.
O produto deve usar um sistema operacional próprio, desenvolvido a partir de elementos do iOS, tvOS e watchOS. A interface será concentrada na Siri, com widgets dinâmicos e mostradores de relógio que poderão ser personalizados quando o aparelho estiver em repouso.
A assistente também poderá acessar informações sincronizadas entre serviços e contas da Apple. Entre as funções previstas estão consultar fotos, reproduzir músicas e podcasts compartilhados e executar comandos em aplicativos compatíveis.
Câmera adapta conteúdo ao usuário
A câmera poderá reconhecer quem está diante do display e ajustar automaticamente itens como agenda, notas, notícias e conteúdos de mídia. O recurso não usará os sensores do Face ID: a identificação será feita por software com a câmera convencional.
O componente também deve permitir chamadas de vídeo e funcionar como interfone entre cômodos ou dispositivos compatíveis da residência.
O desenvolvimento do aparelho sofreu atrasos ligados às dificuldades para implementar a nova geração de recursos de inteligência artificial da Apple. Avanços recentes no sistema permitiram retomar o projeto.
Mesmo como centro de controle da casa conectada, o display não substituirá o iPhone. O celular continuará necessário na configuração inicial e em algumas funções conectadas. A proposta é que o novo produto se junte à Apple TV e ao HomePod no núcleo doméstico da empresa.



