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Clonagem de voz por IA pode viabilizar golpes com apenas 10 segundos de áudio

Ferramentas reproduzem vozes e sotaques regionais, dificultando a identificação de chamadas fraudulentas por familiares ou instituições.

Clonagem de voz por IA pode viabilizar golpes com apenas 10 segundos de áudio
Foto: Taylor Grote/Unsplash

Ferramentas de inteligência artificial conseguem criar uma cópia sintética da voz de uma pessoa a partir de apenas 10 segundos de áudio. Criminosos usam esse recurso em golpes de engenharia social, com ligações que tentam se passar por familiares ou representantes de instituições.

A ElevenLabs informa que os sistemas também avançaram na reprodução de sotaques e dialetos regionais. Essa característica pode aumentar a sensação de familiaridade e confiança durante uma chamada fraudulenta.

Pesquisas da Universidade de Abertay mostram que pessoas podem confundir vozes geradas por IA com vozes humanas, principalmente quando a tecnologia reproduz características locais de fala. O estudo analisou o inglês padrão escocês e o dialeto de Dundee, conhecido como Dundonian Scots. A imitação de um dialeto específico pode dificultar a percepção de que a voz é sintética.

Um estudo publicado em 2026 no Journal of Marketing Research chegou a resultado semelhante. A análise considerou mais de 7.000 interações entre empreendedores e investidores e 2.091 campanhas do Kickstarter. Os resultados indicaram que características vocais parecidas com as do ouvinte podem aumentar a confiança e o poder de persuasão, mesmo sem outras evidências de credibilidade.

Como se proteger

A Federal Trade Commission e especialistas em segurança alertam que a voz não deve ser usada como forma confiável de autenticação. Pequenos trechos de áudio publicados nas redes sociais ou disponíveis em outros canais on-line podem ser usados para criar clones de voz.

Em uma chamada suspeita, a orientação é encerrar o contato e procurar a pessoa ou instituição por um canal conhecido. O número deve ser obtido em uma fonte confiável ou na agenda do telefone, e não informado pelo interlocutor.

Senhas, PINs e credenciais de acesso não devem ser compartilhados em chamadas não solicitadas. Em situações que envolvam dinheiro, informações pessoais ou dados de acesso, a identidade precisa ser confirmada por outro canal conhecido e confiável.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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