SÃO PAULO — O Google planeja dobrar a infraestrutura de dados no Brasil até 2030. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 24, durante o Google Cloud Summit, em São Paulo, pelo CEO do Google Cloud, Thomas Kurian, que também abriu o evento. A empresa associa o investimento ao aumento da demanda por inteligência artificial agêntica em fluxos de trabalho corporativos.
A Country Manager do Google, Milena Leal, anunciou que o Gemini Enterprise terá residência local de dados no Brasil a partir de 15 de outubro. Segundo a empresa, a medida amplia a capacidade de processamento no país e reduz a latência para “cargas de trabalho críticas” de organizações que usam agentes de IA.
O Google define as IAs agênticas como sistemas capazes de ir além das respostas e agir de forma proativa em outros processos. Um estudo encomendado pela empresa e realizado pela IDC e pela Provokers aponta que 62% das organizações brasileiras já implementaram e adotaram agentes de IA. Entre elas, 17% aplicaram a tecnologia em processos críticos.
Novos recursos do Gemini Enterprise
O Gemini Enterprise é voltado a atividades internas, críticas e complexas das empresas. Entre os novos recursos estão um espaço compartilhado para projetos, com histórico de ações e processos, e um registro para organizar e definir as habilidades previstas para cada agente.
A plataforma também passa a contar com o Agent Sandbox, ambiente dedicado para que as IAs compilem e executem códigos com segurança. O Gemini 3.5 Flash poderá usar processamento local de dados para as organizações que utilizam o serviço.
O Google afirma ainda que as informações sigilosas processadas pelos agentes não serão usadas para treinamento. Durante o evento, diretores da empresa citaram o uso do Gemini Enterprise por Bradesco, em análises financeiras automatizadas; Livelo, na automatização de processos críticos; e Sabesp, na automatização de seu sistema jurídico.



