O Google Cloud anuncia que vai dobrar a infraestrutura no Brasil até 2030. A expansão ocorre em meio ao aumento do uso de agentes e assistentes de inteligência artificial por empresas e trabalhadores do país.
O anúncio é feito durante o Google Cloud Summit, nesta quinta-feira, 24, junto com atualizações para as ferramentas de IA da empresa. Entre as medidas previstas estão residência local de dados, privacidade para informações corporativas e processamento de alto nível com máquinas virtuais. O Gemini Enterprise também recebe novas funções.
Um estudo encomendado pelo Google Cloud e realizado pela IDC e pela Provokers aponta que 62% das organizações brasileiras já implementaram e usam agentes de IA no dia a dia. Apenas 17% aplicaram essas ferramentas em processos críticos.
A pesquisa também indica que quase 60% dos trabalhadores brasileiros utilizam agentes de IA, enquanto 71% usam assistentes de IA. Além disso, 46% preferem que os agentes estejam integrados de forma nativa às ferramentas usadas diariamente. Os índices ficam acima da média regional da América Latina.
Demanda brasileira
Executivos do Google Cloud associam o investimento à procura das empresas por soluções de inteligência artificial. Milena Leal, Country Manager do Google Cloud para o Brasil, afirma que a expansão reflete a demanda dos clientes brasileiros. “O Brasil é um dos países mais relevantes da América Latina quando a gente pensa em evolução tecnológica”.
Eduardo López, presidente do Google Cloud para a América Latina, diz que o investimento envolve todo o portfólio de IA, e não apenas data centers. Segundo ele, o Gemini Enterprise reúne as soluções de inteligência artificial da empresa para o Brasil.
López também comenta a aprovação do Redata, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, pelo governo. Para o executivo, a medida ajuda a reduzir custos operacionais e de aquisição de componentes, mas a decisão de investir está ligada à demanda.
Milton Larsen Burgese, diretor do Setor Público do Google Cloud para a América Latina, afirma que os brasileiros “amam tecnologia” e que uma combinação de fatores torna o país adequado aos investimentos.



