Elon Musk propõe que laboratórios de inteligência artificial submetam seus modelos a testes feitos por empresas concorrentes antes do lançamento. A medida, segundo o empresário, amplia a possibilidade de detectar problemas de segurança que poderiam não ser identificados pela própria desenvolvedora.
A ideia inclui empresas dos Estados Unidos e da China. Entre os possíveis participantes estão xAI, OpenAI, Anthropic, Google, Meta e três ou quatro das principais empresas chinesas. Cada laboratório permitiria que rivais executassem avaliações nos sistemas ainda não disponibilizados ao público.
“Em vez de corrigir sua própria prova, você teria pelo menos concorrentes corrigindo sua prova e dando o alarme se vissem preocupações”, afirmou Musk. Ele reconheceu que o método pode não ser perfeito, mas disse que as chances de encontrar problemas seriam maiores.
Pressão por mais controle
A proposta surge em meio a alertas de pesquisadores sobre os riscos da inteligência artificial e a manifestações de executivos favoráveis a uma desaceleração no desenvolvimento de modelos. Musk e Sam Altman, CEO da OpenAI, apoiaram uma sugestão de Dario Amodei, CEO da Anthropic, para reduzir o ritmo do setor.
Amodei também defendeu avaliações conduzidas por terceiros, com especialistas encarregados de verificar as práticas de segurança dos laboratórios. A adesão ao modelo de testes entre concorrentes, no entanto, ainda não é consenso.
Resistência do governo Trump
O governo Trump resiste a pedidos por limites maiores para o desenvolvimento da inteligência artificial. O presidente publicou mensagens na Truth Social em que classificou os temores sobre a tecnologia como uma “farsa” e um “golpe”.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou que o setor privado é o espaço adequado para lidar com as preocupações sobre a IA. Ele disse que o governo monitora a indústria e pode recorrer à aplicação da lei quando necessário.
Trump também sustenta que desacelerar o desenvolvimento poderia dar vantagem à China. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês classificou os pedidos de redução do ritmo como “alarmismo”. Musk afirmou acreditar que a China provavelmente aceitaria sua proposta.



