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Licenças, contratos e músicas tornam jogos baseados em franquias mais vulneráveis

Jogos licenciados enfrentam restrições de marcas, contratos digitais e trilhas sonoras que podem limitar sua permanência e elevar os custos.

Licenças, contratos e músicas tornam jogos baseados em franquias mais vulneráveis
Foto: Reprodução/Canaltech

Jogos baseados em filmes, séries, HQs, livros e outras mídias enfrentam dificuldades que vão além da adaptação do universo original. Licenças, decisões de localização, contratos com marcas e direitos musicais podem reduzir o alcance, elevar os custos ou tornar um título indisponível com o tempo.

Marvel Tokon: Fighting Souls expõe um desses conflitos. O jogo usa os nomes dos super-heróis em inglês, em vez das versões brasileiras, e parte da comunidade se incomodou com uma obra dublada que mantém essa escolha. O debate acompanha a Marvel no Brasil há quase uma década e também aparece em Marvel’s Spider-Man (2018), cujos personagens preservam os nomes da versão norte-americana.

A decisão envolve a Marvel, a Sony Interactive Entertainment e a PlayStation. Em Marvel’s Guardians of the Galaxy (2021), Peter Quill é chamado de Senhor das Estrelas e o grupo recebe o nome Guardiões da Galáxia, como nos filmes exibidos desde o ano de 2014. A diferença está na estratégia de localização adotada em cada produção.

O limite das licenças

Contratos também podem retirar jogos das lojas digitais. Depois do fim do acordo entre a Activision e a Marvel, títulos como Marvel Ultimate Alliance (2016) e Deadpool (2015) foram removidos e permanecem indisponíveis. O mesmo ocorre com Transformers: Devastation (2015), Godzilla (2015) e Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan (2016).

Esses jogos não fracassaram comercialmente, mas perderam espaço na indústria por não conseguirem permanecer acessíveis. Crossovers como Project X Zone (2012), Mortal Kombat vs. DC Universe (2008), PlayStation All-Stars Battle Royale (2012) e Jump Force (2019) também dependem de negociações que afetam sua longevidade digital.

Música e custo de produção

Rock Band, Guitar Hero e Just Dance enfrentam outro tipo de limitação: os direitos sobre músicas, artistas, bandas e gravadoras. Renovar contratos pode custar mais do que o retorno obtido com as vendas. A Ubisoft mantém Just Dance com lançamentos anuais, retirando jogos antigos, mas a estratégia também pode perder força quando não apresenta novidades.

Trilhas sonoras de jogos baseados em anime seguem regras diferentes das músicas usadas nas próprias obras. A disponibilidade em lojas de várias plataformas amplia os custos, e os estúdios podem optar por listas próprias para reduzir despesas.

Assim, um jogo licenciado pode perder viabilidade financeira, ficar preso a regras de outras marcas ou se tornar inacessível. Há exceções, como GTA 5, que obteve retorno suficiente para lidar com essas condições. Já a linha Forza Horizon é citada como exemplo de franquia que desaparece por não alcançar o mesmo retorno.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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