A equipe Tsinghua Hephaestus venceu duas competições internacionais em 2025 com um sistema de controle para robôs humanoides. Na RoboCup Adult-Size Humanoid League e nos World Humanoid Robot Games, as máquinas marcaram 76 gols e sofreram 11.
A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Tsinghua e publicada na revista Science Robotics. O método permite que o robô ajuste os passos, acompanhe a bola e faça chutes em diferentes direções mesmo quando há problemas nas imagens captadas pelas câmeras.
Testes com o Booster T1
O sistema foi instalado em um robô Booster T1 sem modificações. Nos testes físicos, a máquina marcou o gol em cerca de 80% a 90% das tentativas feitas a partir de posições na metade dianteira do campo.
Os pesquisadores avaliaram o desempenho em grama, asfalto, borracha e solo. Em comparação com um sistema de futebol baseado em regras, o novo método reduziu em até 64% o tempo necessário para alcançar a bola e chutá-la.
Antes da avaliação no robô, a equipe liderada por Yushi Wang treinou o programa em um ambiente virtual. A simulação reproduziu atrasos nas imagens, erros de visão e períodos em que a bola deixava de ser detectada.
Com isso, o sistema passou a calcular a provável posição da bola e a manter o deslocamento até que ela voltasse a aparecer. As imagens da bola e do campo são convertidas em dados de posição que orientam os movimentos.
O controlador usa apenas a visão embarcada para executar ações como buscar a bola, persegui-la e chutar. Os testes também verificaram a capacidade de adaptação a diferentes superfícies e de continuidade da jogada após falhas momentâneas de percepção.
A tecnologia ainda tem uma restrição: considera somente a bola e o gol. O sistema não leva em conta a localização de companheiros de equipe ou adversários. O próximo passo previsto pelos pesquisadores é fazer com que os robôs acompanhem esses participantes em tempo real.



