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Robô é usado pela primeira vez no Brasil em lifting profundo da face

Procedimento em São Paulo usou assistente robótico na etapa próxima aos nervos motores da face; técnica busca ampliar precisão e visualização.

Robô é usado pela primeira vez no Brasil em lifting profundo da face
Foto: Felipe Azevedo/Divulgação

Um assistente robótico foi usado no Brasil em um lifting profundo da face, conhecido como “deep plane facelift”. O procedimento ocorreu no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, no final de agosto, e foi realizado pelo cirurgião plástico Paolo Rubez.

A técnica é aplicada para reduzir sinais de envelhecimento, como flacidez e vincos nos cantos da boca. As etapas iniciais seguiram o método convencional. O robô entrou na fase mais delicada, em que o cirurgião trabalha em um plano profundo, próximo aos nervos motores da face.

De acordo com Rubez, uma lesão nesses nervos pode causar paralisia facial. O equipamento amplia a imagem da região operada e permite movimentos mais precisos, mas não atua de forma autônoma: todas as ações dependem das mãos e das decisões do cirurgião.

O uso do robô durou cerca de 45 minutos. A paciente, uma mulher de 57 anos, recebeu alta um dia depois da cirurgia.

Pesquisas sobre robôs na cirurgia plástica

Os estudos sobre o uso de robôs em cirurgias plásticas e reconstrutivas estão crescendo 15,9% ao ano, conforme artigo publicado em julho no periódico Nature Digital Medicine. As pesquisas avaliam ganhos de precisão, intervenções minimamente invasivas e aplicações em microcirurgias reconstrutivas. A incorporação de inteligência artificial também está entre os temas investigados.

Rubez afirma desconhecer outros casos de uso de robôs em planos tão profundos. Há registros de trabalhos russos em camadas mais superficiais, incluindo um estudo sobre a viabilidade do robô da Vinci em um procedimento de rejuvenescimento facial. O caso envolveu uma paciente de 67 anos em um hospital universitário.

O cirurgião avalia que a tecnologia deve se expandir na cirurgia plástica, especialmente com a redução do preço dos equipamentos. Ele também prevê o desenvolvimento de robôs voltados a áreas específicas.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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