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Spotify cria espera de até 72 horas para usuários gratuitos em novos álbuns

Recurso Premium Early Access libera determinados lançamentos primeiro para assinantes pagos; mudança foi identificada na Índia e em Bangladesh.

Spotify cria espera de até 72 horas para usuários gratuitos em novos álbuns
Foto: Marcelo Fischer/Canaltech

O Spotify começou a implementar o Premium Early Access, recurso que limita a assinantes Premium o acesso imediato a determinados álbuns. Usuários do plano gratuito precisam esperar até três dias após a estreia oficial para ouvir os lançamentos selecionados.

A mudança foi identificada inicialmente na Índia e em Bangladesh. Até o momento, não há confirmação de expansão para outros mercados. O recurso não antecipa a estreia para quem paga: assinantes Premium ouvem o álbum na data oficial, enquanto os demais enfrentam uma espera de até 72 horas.

A estratégia foi testada em mercados de grande volume e receita média por usuário mais baixa. A restrição pode incentivar a migração para os planos pagos, que geram receita por assinatura. No modelo gratuito, o Spotify depende da publicidade.

A janela também pode influenciar o desempenho de lançamentos nas paradas musicais, porque parte do público fica sem acesso às músicas nos primeiros dias. O período é considerado importante para a repercussão de um álbum. Usuários podem buscar os lançamentos em serviços como YouTube e SoundCloud ou recorrer a downloads ilegais para não esperar a liberação.

Acordos com gravadoras

O plano gratuito já inclui anúncios, reprodução aleatória e limites no número de faixas que podem ser puladas. Críticos afirmam que a nova janela amplia essas restrições ao retirar temporariamente o acesso a lançamentos recentes. Defensores da medida dizem que reproduções de usuários gratuitos geram menos receita para artistas e gravadoras.

A estratégia retoma uma lógica já usada pelo Spotify. Em 2017, a plataforma e a Universal Music Group (UMG) firmaram um acordo que permitia restringir por até duas semanas o acesso de usuários gratuitos a determinados álbuns.

A exigência contratual da Universal Music Group (UMG) também se aplica a serviços concorrentes com planos gratuitos financiados por anúncios, como YouTube Music e Amazon Music. A restrição pode atingir usuários gratuitos de diferentes plataformas, conforme os acordos de cada serviço com a gravadora.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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