A SpaceX prepara o lançamento dos primeiros satélites Starlink V3, nova geração projetada para ampliar a capacidade da rede de internet via satélite e atender mais usuários ao mesmo tempo. A primeira missão está prevista para 22 de setembro, em um voo de teste da Starship, com 26 satélites. O lançamento ainda depende de aprovação regulatória nos Estados Unidos.
Cada unidade V3 deve alcançar aproximadamente 1 Tbps de capacidade de downlink e 160 Gbps de uplink. A SpaceX afirma que os números representam aumento de dez vezes na capacidade de download e de 24 vezes no upload em comparação com os satélites V2 Mini.
O ganho não significa que uma antena individual passará automaticamente a oferecer dez vezes mais velocidade. A principal mudança está no volume total de dados que cada satélite consegue transportar, o que pode ajudar a reduzir congestionamentos e manter mais usuários conectados simultaneamente. O modelo também tem mais de 2 mil feixes de transmissão e recepção, ampliando a distribuição da capacidade da rede.
Pressão sobre a rede
A expansão ocorre enquanto o crescimento da base de clientes aumenta a pressão sobre a capacidade disponível em áreas com maior concentração de usuários. No Brasil, um levantamento da Ookla registrou velocidade mediana de 149,5 Mbps durante a madrugada e de 90,6 Mbps no horário de maior demanda no primeiro trimestre de 2026. A diferença foi associada ao aumento de usuários e ao congestionamento da rede.
O V3 foi desenvolvido para ser lançado pela Starship, foguete de grande porte da SpaceX. A empresa calcula que cada lançamento com o novo veículo poderá acrescentar cerca de 60 Tbps à rede, volume 20 vezes superior ao de uma missão com satélites V2 Mini usando o Falcon 9.
Elon Musk afirmou que a implantação da constelação V3 começaria em setembro e que, no futuro, ela poderá oferecer mais de 100 vezes a largura de banda da constelação atual. A primeira missão orbital também deve demonstrar a capacidade da Starship de transportar uma carga maior.



