Donald Trump anuncia que os Estados Unidos deixarão de usar o termo inteligência artificial em documentos oficiais e passarão a adotar superinteligência, ou SI. A declaração ocorre durante o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), mesmo dia em que Luiz Inácio Lula da Silva defende a regulamentação das big techs e da IA.
Trump também afirma que os Estados Unidos rejeitam qualquer tentativa de criar um sistema global de controle da tecnologia. Para o presidente, o desenvolvimento deve continuar com mecanismos capazes de lidar com eventuais problemas. Ele diz que o Departamento de Justiça e outras autoridades de aplicação da lei poderão intervir quando necessário, mas que a orientação será incentivar a SI, e não restringi-la.
“É superinteligência. Em outras palavras, bem-vindos ao novo mundo da superinteligência – SI”, declara Trump. Ele afirma ainda que os Estados Unidos lideram a área, estão à frente da China “por muito” e pretendem manter essa vantagem. O presidente também critica alertas sobre possíveis catástrofes provocadas pela IA, embora reconheça que toda nova tecnologia traz desafios.
Lula, por outro lado, afirma que seria uma omissão histórica não enfrentar a regulamentação das big techs e da inteligência artificial. Ele descreve o momento como uma revolução tecnológica sem precedentes, com riscos e oportunidades, e critica uma corrida tecnológica sem freios éticos, à revelia da ONU e do painel científico sobre IA.
O presidente brasileiro também relaciona o debate tecnológico à proteção no ambiente digital. Ele afirma que empresas que conhecem os riscos de seus produtos transferem às famílias a tarefa de enfrentar os algoritmos e defende o ECA Digital como uma das legislações mais avançadas do mundo para proteger crianças, adolescentes e mulheres.
Na mesma fala, Lula critica as bets, defende o Pix como infraestrutura pública e gratuita e afirma que o Brasil não cederá a pressões de multinacionais para privatizá-lo. Também sustenta a soberania dos países e diz que o Brasil não cabe no quintal de ninguém.
Novos modelos de IA
A OpenAI lança o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna, depois da apresentação do GPT-6 Astra no início de setembro. Segundo a empresa, os modelos mantêm parte dos avanços da geração mais potente com custos menores. Melhorias no armazenamento em cache e na inferência reduzem em 50% os preços de acesso pela API em comparação com os valores promocionais dos modelos GPT-5.6 correspondentes.
A Anthropic apresenta o Claude Opus 5.5, primeiro modelo da família Claude 5.5. A empresa destaca avanços em programação, uso de computadores e tarefas de conhecimento, além de mecanismos de segurança para cibersegurança, biologia, ataques de prompt injection e tentativas de contornar limites de ambientes de teste.
O Discord começa a aplicar uma política de verificação de idade que separa usuários entre adultos e adolescentes. A plataforma havia adiado, em fevereiro, a implementação global do sistema por preocupações com privacidade e coleta de dados pessoais.
Empresas também apostam em óculos inteligentes e outros dispositivos com IA como possíveis sucessores dos smartphones. Os aparelhos observam, ouvem e respondem ao ambiente, mas levantam preocupações sobre o registro de imagens e vozes de pessoas que não autorizaram a captura.
Uma pesquisa com mais de 1.600 físicos mostra que não há consenso sobre questões fundamentais do Universo. Entre os participantes, 68% não consideram que o Big Bang necessariamente marque o início do tempo. O levantamento parte de uma chamada internacional aberta em 2025 e também identifica divergências sobre inflação cósmica, matéria escura, energia escura, buracos negros e a natureza da gravidade.



