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Clubes aprovam redução de estrangeiros nas Séries A e B até 2030

Limite cai de nove para cinco jogadores de fora do país; CBF relaciona medida à perda de espaço dos atletas sub-23.

Clubes aprovam redução de estrangeiros nas Séries A e B até 2030

Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovam a redução gradual do limite de estrangeiros nos elencos. A quantidade, hoje em nove, cai para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. Flamengo, Bahia e Londrina votam contra a proposta.

A Confederação Brasileira de Futebol apresenta um estudo da CBF Academy para justificar a mudança. O levantamento aponta que a participação dos jogadores sub-23 na primeira divisão cai de 28,3% dos minutos em 2021 para 11,5% em 2026. No mesmo período, estrangeiros acima de 23 anos passam a responder por 25% da minutagem.

A comparação com as cinco principais ligas europeias mostra índices maiores para atletas sub-23: 38% na França, 32% na Inglaterra, 31% na Espanha, 28% na Alemanha e 28% na Itália. Para Helder Melillo, diretor executivo da CBF, a redução busca ampliar o espaço dos jovens brasileiros e melhorar a qualidade técnica dos clubes no médio e longo prazo.

Limite e formação de jovens

Além da redução de estrangeiros, os elencos passam a ter duas listas: uma para o grupo principal e outra para atletas sub-23, sem exigência de formação no próprio clube. A meta é que, em 2030, cada lista represente metade das 50 vagas.

A mudança não garante que os minutos deixados por estrangeiros sejam destinados a jovens. Os clubes podem contratar brasileiros mais experientes, promover atletas ainda sem preparação ou alterar a montagem do elenco. O levantamento citado pelo jornalista Victor Canedo mostra que jogadores com 35 anos ou mais passam de 3,5% para 11,6% da minutagem entre 2014 e 2026. Entre 2022 e 2026, 58% dos 254 jogadores contratados sem custo tinham 30 anos ou mais.

Os brasileiros menores de 25 anos representam 24% dos minutos em 2026, ante 45,9% em 2020. A análise também aponta que o receio de treinadores e dirigentes em apostar em jovens pode continuar mesmo com a nova regra.

Impactos previstos nos clubes

A participação de estrangeiros acima de 23 anos cresce 3,2 vezes entre 2020 e 2026, de 7,8% para 25%. Em 2025, 162 jogadores estrangeiros atuam pelo Campeonato Brasileiro, o maior número da série apresentada.

A regra não impede a venda precoce de jovens ao exterior. O Strasbourg contrata Angelo aos 16 anos, enquanto Vinícius Junior, Estêvão e Endrick também têm destino europeu antes da maioridade. Atletas de até 20 anos respondem por 50,1% das receitas dos clubes brasileiros com transferências internacionais.

A redução também limita a contratação de estrangeiros que podem reforçar os times durante a temporada. O Vasco tem 11 jogadores de fora do país e conta com Santiago Sosa, Alan Lescano, Facundo Colidio e Andrés Gómez. No São Paulo, Domingos Duarte ajuda a recompor a defesa. Giorgian De Arrascaeta e Gustavo Gómez são citados como referências de Flamengo e Palmeiras.

Guilherme Bellintani, CEO da SAF do Londrina, afirma que a liga perde competitividade e capacidade econômica com a mudança. O plano será avaliado ano a ano pelos clubes e poderá ser revisto.

A permissão de estrangeiros por partida em competições nacionais era de três em 2013, subiu para cinco entre 2014 e 2022, chegou a sete em 2023 e passou a nove entre 2024 e 2026. A nova regra tenta ampliar a utilização de atletas brasileiros, mas não assegura, por si só, mudanças na formação, nas vendas de jovens ou na qualidade técnica do campeonato.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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