A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, apoia a criação do Instituto Sul Global, iniciativa brasileira voltada à produção de conhecimento, ao intercâmbio de ideias e à cooperação com outros países do Sul Global.
A proposta foi apresentada pelo jornalista Leonardo Attuch, presidente do instituto. Durante a conversa, ele explicou que a organização pretende aproximar centros de pensamento, universidades, empresas, governos e instituições de países em desenvolvimento. A atuação deve priorizar a troca de conhecimento e experiências entre Brasil, China, Índia, Rússia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e outras nações do Sul Global.
“Eu achei uma ótima e necessária iniciativa para o Brasil”, afirmou Dilma Rousseff. Ela também destacou a importância de um grupo de comunicação brasileiro criar uma instituição dedicada aos temas do Sul Global.
Entre os eixos apresentados está a ampliação do debate brasileiro sobre as transformações tecnológicas em curso. A agenda inclui inteligência artificial soberana, digitalização, robótica, novos materiais e tecnologias destinadas a modernizar setores industriais tradicionais e atividades econômicas emergentes.
Dilma ressaltou a importância da incorporação de novas tecnologias ao desenvolvimento. Ao tratar das mudanças na indústria, mencionou a visão defendida pelo presidente chinês Xi Jinping, que propõe levar inovação e novas tecnologias também às indústrias tradicionais.
Nos últimos dias, Leonardo Attuch apresentou o novo instituto a centros de pensamento globais. A iniciativa busca ampliar o conhecimento entre os países do Sul Global e criar novas pontes de cooperação.
O instituto também estabelece como prioridade aproximar o Brasil dos debates sobre desenvolvimento, soberania tecnológica e inovação no Sul Global, com foco na participação brasileira nas transformações econômicas e tecnológicas do século XXI.



