O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que a Entre Investimentos, responsável por parte do financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL), recebeu dinheiro do Banco Master e do crime organizado. A declaração ocorre durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.

Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e dono da Entre, é alvo da operação. Segundo o MP-SP, ele prestava serviços de lavagem de dinheiro para um esquema criminoso no setor de combustíveis.
O empresário tem ligação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em delação premiada, Freixo Júnior afirma ter repassado mais de R$ 60 milhões ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, fundo que teria custeado o filme. Ele relata que os repasses foram determinados por Vorcaro após pedidos e cobranças do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Flávio Bolsonaro ainda não se manifesta sobre a operação. A Entre Investimentos também não apresentou resposta até o momento.
Movimentações sob investigação
O MP-SP afirma que Mineiro movimentou R$ 1,2 milhão em espécie e R$ 1,6 bilhão em operações imobiliárias consideradas suspeitas. O empresário fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República no inquérito sobre o Banco Master. A colaboração foi homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Na colaboração, Mineiro detalha transferências feitas pela Entre ao fundo nos Estados Unidos, ligado a um advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL). Ele afirma ter enviado pouco mais de US$ 12 milhões, cerca de R$ 62 milhões na cotação atual, para o fundo usado para receber o dinheiro que teria financiado “Dark Horse”.
Durigan classifica a Entre como uma “entidade-chave da lavanderia do sistema financeiro nacional para as distribuidoras” de combustíveis. O ministro afirma que os recursos foram usados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e corromper.




