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Operação Carbono Oculto mira executivo de banco e delator do caso Master

Terceira fase investiga suposta lavagem de dinheiro na compra da distribuidora de combustíveis Terrana.

Operação Carbono Oculto mira executivo de banco e delator do caso Master
Foto: Reprodução/Google/VEJA

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal cumprem, nesta quinta-feira, 24, mandados de busca e apreensão em sete estados na terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação tem como alvos o diretor do Banco Genial, Humberto Arthur Tupinambá Neto, e Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos e delator do caso Banco Master.

As diligências ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Ao todo, são 29 endereços relacionados a 13 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas.

A investigação apura uma suposta lavagem de dinheiro na compra da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o grupo teria criado uma estrutura financeira e societária para ocultar os proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior do Estado de São Paulo e esconder patrimônios.

As apurações identificaram movimentações de R$ 370 milhões em direitos creditórios da Terrana. O Ministério Público afirma que a titularidade formal da usina estava dividida entre fundos de investimento e empresas aparentemente independentes, mas que a estrutura manteria o controle econômico nas mãos dos beneficiários não revelados.

A aquisição da distribuidora teria envolvido bancos, fundos de investimento, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada. Mais de R$ 120 milhões teriam circulado entre esses empreendimentos e contas em Fintechs, antes de serem enviados para uma conta da usina.

Uma das empresas financeiras citadas registrou transações de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. A investigação também aponta o uso de recursos na compra de cotas de um fundo imobiliário. Segundo o Ministério Público, os imóveis já haviam sido transferidos para empresas patrimoniais e, depois, para fundos imobiliários, em uma estrutura descrita como blindagem patrimonial.

Antonio Carlos Freixo Junior assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República no caso Banco Master.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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