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Eduardo Bolsonaro é cotado para o Itamaraty em eventual governo de Flávio

A possível nomeação reforçaria a aproximação com Washington e colocaria a política externa no centro da eleição presidencial de 2026.

Eduardo Bolsonaro é cotado para o Itamaraty em eventual governo de Flávio

Eduardo Bolsonaro pretende assumir o Ministério das Relações Exteriores caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença a eleição de outubro. A possível nomeação colocaria no comando da diplomacia brasileira um dos principais articuladores da aproximação do bolsonarismo com o governo de Donald Trump.

A escolha representaria uma mudança na política externa em relação à estratégia de autonomia, multilateralismo e aproximação com o Sul Global adotada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A política externa se tornou uma das principais divisões da eleição presidencial de 2026.

Eduardo reside atualmente nos Estados Unidos e construiu canais políticos com integrantes do campo trumpista. Em junho deste ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Segundo o Ministério Público Federal, ele articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e ministros do Supremo para influenciar o julgamento relacionado à trama golpista.

Na sexta-feira (11), Eduardo anunciou que pretende viajar novamente a Washington para discutir a possível retomada de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Posições de Flávio Bolsonaro

Flávio defende reavaliar a permanência do Brasil no BRICS, critica iniciativas para reduzir o uso do dólar no comércio internacional e propõe maior aproximação estratégica com os Estados Unidos. Também sustenta uma parceria preferencial com Washington na exploração de minerais críticos brasileiros.

O senador defende flexibilizar o Mercosul para permitir um acordo bilateral entre Brasil e Estados Unidos e propõe uma aproximação mais intensa com Israel. Entre as propostas está a transferência da Embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém.

A China seria um dos principais pontos de tensão. O país é o maior parceiro comercial do Brasil e tem participação relevante em agronegócio, mineração, energia, infraestrutura e indústria. Uma diplomacia alinhada a Washington poderia aumentar as pressões para reduzir a participação brasileira em mecanismos impulsionados pelos chineses e limitar a presença de empresas da China em setores estratégicos.

Flávio já declarou que o Brasil deveria abandonar a “submissão à China”. Ao mesmo tempo, seu programa eleitoral afirma que um eventual governo negociaria com Estados Unidos, China, União Europeia e mercados asiáticos.

Pressão sobre o Itamaraty

A eventual indicação também poderia gerar tensões no Ministério das Relações Exteriores, que mantém uma burocracia diplomática profissional e uma tradição de buscar autonomia para o Brasil. Em maio, declarações de Eduardo contra o Itamaraty provocaram preocupação entre diplomatas. Após dificuldades em uma entrevista coletiva durante uma viagem de Flávio aos Estados Unidos, ele ameaçou promover mudanças profundas no ministério em um eventual governo do irmão.

A possível mudança também atingiria a relação com o Brics. Sob Lula, o bloco é um dos pilares da estratégia de fortalecimento do Sul Global e da diversificação das relações econômicas e políticas. Flávio afirma que avaliaria retirar o Brasil do grupo por considerar que ele adotou uma orientação ideológica contrária aos Estados Unidos.

Com Eduardo no Itamaraty, um eventual governo Flávio Bolsonaro indicaria aproximação estratégica com Washington, revisão da relação com o Brics, maior desconfiança diante da China e alinhamento político mais intenso com governos conservadores.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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