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Por que o corpo pode mudar após um período sem consumir álcool

Médicos relacionam a redução do inchaço a mudanças na hidratação, na digestão e na ingestão de calorias após semanas sem beber.

O cantor Leonardo voltou a consumir álcool depois de passar 30 dias sem beber e mostrou uma mudança no corpo durante o período. Ana Castela, sua ex-nora, comentou que ele havia “desinchado”. Leonardo respondeu em tom de brincadeira, mas médicos explicam que a percepção pode estar relacionada a efeitos da interrupção do consumo de bebidas alcoólicas.

A coloproctologista Aline Amaro afirma que ficar algumas semanas sem beber pode melhorar a hidratação, o funcionamento do aparelho digestivo e a distensão abdominal. O álcool interfere no equilíbrio de líquidos e pode irritar o estômago e o intestino. A redução do consumo também costuma vir acompanhada de menos alimentos salgados, petiscos e refeições muito calóricas.

O clínico geral João Lucas, da Tivolly Medicina Integrada, destaca que o álcool fornece cerca de sete calorias por grama. Por isso, retirar as bebidas da rotina pode reduzir a ingestão calórica, especialmente quando o consumo era acompanhado de refeições fora de horário ou alimentos mais calóricos. A mudança pode ser percebida principalmente no rosto e na barriga.

Possíveis efeitos após um mês

Segundo os médicos, algumas pessoas também apresentam melhora do sono, da pressão arterial e de marcadores relacionados ao funcionamento do fígado. Em casos de esteatose ligada ao consumo de álcool, a gordura acumulada no órgão pode começar a diminuir em poucas semanas, principalmente quando não há doença hepática avançada.

Aline explica que o álcool pode prejudicar a qualidade do sono, mesmo quando dá a impressão de ajudar a dormir. Após interromper o consumo, algumas pessoas relatam acordar mais descansadas e ter mais disposição durante o dia.

O período de 30 dias, porém, não reverte todos os efeitos de anos de consumo. Fibrose e cirrose exigem acompanhamento e períodos mais longos de abstinência, além de nem sempre serem completamente reversíveis. Para João Lucas, esse intervalo deve ser visto como uma oportunidade para avaliar a relação com o álcool e considerar uma redução sustentada ou a abstinência, conforme o perfil de cada pessoa.

Retomada do consumo

A interrupção temporária não protege o organismo dos efeitos do álcool. Ao voltar a beber, alterações no sono, na hidratação e na digestão podem reaparecer rapidamente, dependendo da quantidade consumida.

Aline afirma que uma única ocasião não anula tudo o que ocorreu durante o período sem álcool. O impacto depende da quantidade, da frequência e do padrão de consumo. Se a pessoa retoma o hábito anterior, os mesmos efeitos e riscos tendem a voltar progressivamente.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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