Edson Fachin completa, na próxima semana, um ano na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). O discurso de posse, realizado em 29 de setembro de 2025, é retomado após o escândalo envolvendo o Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro.
Cinquenta dias antes da prisão, Fachin afirmou que o combate à corrupção deveria ocorrer de forma firme e dentro das instituições. Na ocasião, declarou que “ninguém está acima das instituições” e defendeu a atuação do Judiciário diante de casos de improbidade.
O ministro também disse que as investigações conduzidas em seu gabinete seguiram as normas legais, com respeito ao devido processo, à ampla defesa e ao contraditório. Para Fachin, as instituições são imprescindíveis e fortalecem a sociedade.
Referência a Alexandre de Moraes
Na mesma cerimônia, Alexandre de Moraes assumia a vice-presidência do STF. Fachin o descreveu como um magistrado que engrandecia o tribunal, além de chamá-lo de amigo e de “um juiz feito fortaleza”.
O presidente do STF afirmou que ofereceria solidariedade a Moraes e aos demais integrantes da corte em defesa do exercício autônomo e independente da magistratura. Também declarou que o apoio seria estendido a cada juiz ou juíza do país.
A menção ao desagravo ocorreu enquanto Moraes era alvo da Lei Magnitsky, imposta pelo governo dos Estados Unidos.
Com a exposição do celular de Daniel Vorcaro, parte do discurso de Fachin perdeu força, conforme a avaliação apresentada no contexto do caso Banco Master.



