MANAUS — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defende a abertura completa dos sigilos das investigações do caso Master e pede que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja investigado. Ele se manifesta nesta sexta-feira, 11, durante agenda de campanha em Manaus, no Amazonas.
Flávio é investigado pela Polícia Federal por indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao filme Dark Horse. A existência formal da investigação se torna pública depois que o ministro André Mendonça, do STF, levanta parte do sigilo do caso nos últimos minutos da quinta-feira, 10, por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.
O senador afirma que a retirada parcial do sigilo foi “a melhor coisa que poderia acontecer” e defende “transparência total” no andamento do caso. Segundo Flávio, não há fato novo nas informações reveladas. O ramo da investigação que trata da atuação do senador permanece sob segredo de Justiça.
Relação com o filme
Flávio sustenta que sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ocorreu de forma privada e que os recursos ligados à produção foram um patrocínio. As investigações indicam que o senador teria solicitado cerca de 134 milhões de reais para financiar o longa-metragem.
No inquérito principal, há um relatório da Polícia Federal com pedido para investigar Flávio. A solicitação é atendida por André Mendonça, relator do caso, em 22 de julho de 2026.
Pedido contra Dino
Flávio também acusa Flávio Dino de tomar decisões que interfeririam nas eleições e pede uma investigação formal contra o ministro. Dino é o relator, no STF, das apurações sobre desvios de emendas parlamentares ligados ao financiamento de Dark Horse.
Nesta semana, Dino revoga a decisão de Mendonça que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão é justificada pelo risco de prejuízo a “investigações sensíveis”.
Ao defender Mendonça, Flávio afirma: “Investiga tudo, todo mundo, com transparência; mostra pra imprensa, mostra pro povo. Vamos ver quem é que está certo”. O senador também diz que adversários tentam criar um “fato novo” como cortina de fumaça após sua ultrapassagem de Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas.



