Um editorial critica a estratégia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de usar o caso Master para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto classifica a atitude do senador como “oportunismo rasteiro”, “cinismo” e “irresponsabilidade”.
A manifestação ocorre após um ato na Avenida Paulista durante o feriado de 7 de Setembro. Na ocasião, Flávio afirmou que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”. O ministro do Supremo Tribunal Federal é apontado como alvo principal da extrema direita por ter conduzido inquéritos sobre a tentativa de golpe de Estado.
O editorial afirma que o senador trata de forma leviana uma questão grave ao personalizar as críticas. Alexandre de Moraes está no centro da crise na Corte que envolve o ministro André Mendonça e o caso Master.
O texto também sustenta que Flávio é, entre os candidatos à Presidência, quem mais deve explicações sobre suas relações com Vorcaro. O senador teria sido flagrado em mensagens amáveis e informais cobrando milhões do Master para financiar um filme laudatório sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda conforme o editorial, ele não apresentou o detalhamento prometido dos contratos da obra, que também está na mira da Polícia Federal.
Financiamento do filme
A justificativa de que o projeto envolvia apenas dinheiro privado é classificada como “esfarrapada”. O editorial afirma que, naquele momento, já eram conhecidas as relações de Vorcaro e de seu banco com políticos e diferentes instâncias da máquina pública.
O texto diz que candidatos podem criticar e questionar o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, mas devem separar o interesse nacional da busca por votos. Também afirma que explorar tensões em benefício próprio representa uma estratégia de afronta às instituições e estímulo a tentações autoritárias.



