Uma fragata russa lançou dois sinalizadores perto de um helicóptero militar dinamarquês durante um voo de rotina no Mar Báltico, em 15 de setembro. A aeronave realizava uma missão para fotografar a embarcação russa quando os artefatos passaram próximo dela, segundo as Forças Armadas da Dinamarca.
O governo dinamarquês classificou a ação como “irresponsável” e convocou o embaixador da Rússia para prestar esclarecimentos formais. O ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Bruus, confirmou a medida em entrevista à TV2.
A primeira-ministra Mette Frederiksen também criticou o episódio em uma publicação na rede social X. Ela afirmou que o voo fazia parte de uma operação de rotina das forças dinamarquesas e acusou a Rússia de tentar intimidar e dividir os países europeus.
Reação da Rússia
O embaixador russo na Dinamarca, Vladimir Barbin, apresentou uma versão diferente para o episódio. Em comunicado, ele afirmou que o helicóptero realizou “manobras provocativas” sobre o Mar Báltico, nas proximidades da fragata russa.
Barbin questionou a caracterização das manobras como um exercício de rotina e disse que a conduta dinamarquesa causa preocupação diante de possíveis consequências. A Rússia, portanto, contesta a interpretação apresentada pelo governo da Dinamarca sobre o voo.
O caso ocorre em meio ao aumento das tensões militares entre a Rússia e países europeus, incluindo integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Na noite de 14 de setembro, dois caças italianos que participam da missão de defesa aérea da Otan abateram um drone que havia violado o espaço aéreo da Lituânia. Há suspeita de que o dispositivo seja de origem russa.



