NUIJAMAA — A Finlândia inaugurou nesta segunda-feira, 7, cerca de 200 km de cerca na fronteira com a Rússia. A estrutura busca impedir, segundo autoridades finlandesas, que Moscou use imigrantes para desestabilizar o país nórdico.
A ministra do Interior, Mari Rantanen, afirmou que a barreira reforça a segurança e a vigilância na fronteira. O evento de inauguração ocorreu perto de Nuijamaa, no sudeste da Finlândia.
“Esta é uma parte da nossa segurança de fronteira e está nos ajudando na vigilância”, disse Rantanen. Ela acrescentou que a estrutura também pode manter pessoas fora do território finlandês, se necessário.
Custo e fechamento da fronteira
A construção envolveu por volta de 1.000 proprietários de terras e centenas de empresas, segundo a Guarda de Fronteira finlandesa. O gerente do projeto, Erkki Matilainen, informou que a obra custou 356 milhões de euros. A manutenção anual é estimada entre 2 e 3 milhões de euros.
Matilainen disse que, apesar do avanço da tecnologia de drones, a infraestrutura ainda era considerada a melhor solução para o controle de multidões. As passagens terrestres entre a Finlândia e a Rússia permanecem fechadas até novo aviso.
A Finlândia fechou sua fronteira de 1.340 km com a Rússia em dezembro de 2023, depois da chegada de mais de 1.300 migrantes sem vistos. Desde então, a situação se acalmou, com apenas algumas travessias ilegais registradas.
“Hoje, está calmo, embora ainda tenso, e realmente não sabemos sobre o amanhã”, afirmou Rantanen. Em 2023, Helsinque acusou Moscou de promover uma guerra híbrida ao enviar cidadãos de países em desenvolvimento até a fronteira. O Kremlin negou a acusação.
A disputa ocorreu poucos meses depois de a Finlândia abandonar décadas de não alinhamento militar e ingressar na Otan, em abril de 2023. Na semana passada, Helsinque propôs estender até 31 de dezembro de 2028 uma lei temporária que permite a guardas de fronteira recusar solicitantes de asilo em certas circunstâncias. Especialistas dizem que a medida contraria compromissos internacionais de direitos humanos e a Constituição finlandesa; o governo reconhece o conflito.



