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Finlândia inaugura cerca de 200 km de cerca na fronteira com a Rússia

Obra custa 356 milhões de euros e integra medidas contra o uso de migrantes em uma suposta estratégia de desestabilização.

Finlândia inaugura cerca de 200 km de cerca na fronteira com a Rússia
Foto: Alessandro Rampazzo/Afp

A Finlândia inaugurou nesta segunda-feira, 7, cerca de 200 km de cerca na fronteira com a Rússia. A estrutura busca impedir, segundo autoridades finlandesas, que Moscou use imigrantes para desestabilizar o país nórdico.

A ministra do Interior, Mari Rantanen, afirmou que a barreira reforça a segurança e a vigilância na fronteira. O evento de inauguração ocorreu perto de Nuijamaa, no sudeste da Finlândia.

“Esta é uma parte da nossa segurança de fronteira e está nos ajudando na vigilância”, disse Rantanen. Ela acrescentou que a estrutura também pode manter pessoas fora do território finlandês, se necessário.

Custo e fechamento da fronteira

A construção envolveu por volta de 1.000 proprietários de terras e centenas de empresas, segundo a Guarda de Fronteira finlandesa. O gerente do projeto, Erkki Matilainen, informou que a obra custou 356 milhões de euros. A manutenção anual é estimada entre 2 e 3 milhões de euros.

Matilainen disse que, apesar do avanço da tecnologia de drones, a infraestrutura ainda era considerada a melhor solução para o controle de multidões. As passagens terrestres entre a Finlândia e a Rússia permanecem fechadas até novo aviso.

A Finlândia fechou sua fronteira de 1.340 km com a Rússia em dezembro de 2023, depois da chegada de mais de 1.300 migrantes sem vistos. Desde então, a situação se acalmou, com apenas algumas travessias ilegais registradas.

“Hoje, está calmo, embora ainda tenso, e realmente não sabemos sobre o amanhã”, afirmou Rantanen. Em 2023, Helsinque acusou Moscou de promover uma guerra híbrida ao enviar cidadãos de países em desenvolvimento até a fronteira. O Kremlin negou a acusação.

A disputa ocorreu poucos meses depois de a Finlândia abandonar décadas de não alinhamento militar e ingressar na Otan, em abril de 2023. Na semana passada, Helsinque propôs estender até 31 de dezembro de 2028 uma lei temporária que permite a guardas de fronteira recusar solicitantes de asilo em certas circunstâncias. Especialistas dizem que a medida contraria compromissos internacionais de direitos humanos e a Constituição finlandesa; o governo reconhece o conflito.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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