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Justiça de São Paulo condena vice de Tarcísio por associar PT ao tráfico

Felício Ramuth deve pagar R$ 10 mil ao partido, além de custas, despesas processuais e honorários advocatícios.

‘Narcoafetivo’: vice de Tarcísio é condenado a indenizar o PT por associá-lo ao tráfico
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/AFP

A Justiça do estado de São Paulo condenou o vice-governador Felício Ramuth (PSD) a indenizar o Partido dos Trabalhadores por danos morais. A decisão considera que ele associou o PT ao narcotráfico sem apresentar provas sobre a ligação.

Ramuth deverá pagar 10 mil reais ao partido, além das custas e despesas processuais e dos honorários advocatícios do PT. A legenda havia pedido 50 mil reais de indenização.

A sentença é da juíza Vanessa Bannitz Baccala da Rocha, da 4ª Vara Cível de Pinheiros. Para a magistrada, o vice-governador abusou do direito à livre expressão ao relacionar o PT ao termo “narcoafetivo”. A decisão afirma que a associação atingiu a honra objetiva e a reputação do partido, sem respaldo fático mínimo.

Declaração durante agenda oficial

O caso teve origem em uma fala de Ramuth durante uma agenda oficial na zona sul da capital, em janeiro deste ano. Questionado sobre a crise migratória da Venezuela, ele criticou o PT e afirmou que a sigla gosta do crime organizado.

Na ocasião, o vice-governador também disse que o partido era “narcoafetivo” e relacionou a expressão a posições sobre o projeto antifacção, a saidinha de presos e uma declaração atribuída à principal liderança do PT sobre traficantes e usuários.

O PT entrou com uma ação judicial contra Ramuth no mesmo período. Quando procurado naquela época, ele reafirmou as críticas e afirmou que o termo havia sido usado em sentido político e retórico, para contestar uma suposta postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado.

Ramuth é aliado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, ex-secretário de Tarcísio de Freitas e candidato a vice-presidente de Ronaldo Caiado (PSD). O PSD integra o governo Tarcísio e também faz parte da base do governo Lula, além de manter palanques ligados ao petista em cinco estados, entre eles Bahia e Tocantins.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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