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Lula defende continuidade econômica e cita inflação, emprego e renda

Em entrevista, presidente reconhece pressão dos alimentos e afirma que um novo mandato deve combinar crescimento, emprego e controle das contas públicas.

Lula defende continuidade econômica e cita inflação, emprego e renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (15) que a melhora de indicadores de inflação, emprego, renda e salário mínimo sustenta sua defesa da continuidade da política econômica em um eventual novo mandato. Candidato à reeleição, ele também reconheceu que o preço dos alimentos continua sendo um problema.

A declaração ocorreu em entrevista ao vivo conduzida por Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro, no Palácio da Alvorada. Lula foi o primeiro candidato à Presidência da República entrevistado pela emissora.

Inflação e custo dos alimentos

O IPCA fechou 2022 em 5,79%, depois de registrar 10,06% em 2021. Em agosto de 2026, o índice teve deflação de 0,32%, acumulou alta de 3,11% desde janeiro e avanço de 4,22% em 12 meses, segundo o IBGE. A alimentação no domicílio caiu 0,61% no mês.

Em 2022, o grupo Alimentação e bebidas subiu 11,64%, enquanto a alimentação consumida dentro de casa avançou 13,23%. Em agosto de 2026, o grupo recuou 0,34%, após queda de 0,67% em julho.

Lula afirmou que os indicadores não significam que o custo de vida esteja resolvido. “Precisamos aumentar a produção de alimentos mais baratos, aumentar o emprego e os salários para resolver o problema do custo de vida e manter a inflação controlada”, disse.

Emprego e salário mínimo

A taxa média de desemprego foi de 9,3% em 2022, quando a média de pessoas desempregadas chegou a 10 milhões. No trimestre encerrado em dezembro daquele ano, a taxa ficou em 7,9%.

No trimestre encerrado em julho de 2026, o desemprego caiu para 5,3%. A população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica iniciada em 2012. O rendimento real habitual ficou em R$ 3.762, e o número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu recorde.

O salário mínimo era de R$ 1.212 em 2022. O valor passou para R$ 1.320 em maio de 2023, R$ 1.412 em 2024, R$ 1.518 em 2025 e R$ 1.621 em janeiro de 2026.

Segundo estudo do Dieese, os reajustes de 2025 e 2026 incorporaram ganho real de 2,5% em cada ano. Lula defendeu a manutenção da política de valorização acima da inflação e relacionou a medida ao consumo e à distribuição de renda.

Crescimento e combate à fome

O PIB avançou 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, de acordo com o IBGE. No primeiro semestre de 2026, a expansão foi de 1,9% na comparação com os seis primeiros meses do ano anterior. No segundo trimestre de 2026, o crescimento foi de 0,5% ante o trimestre anterior e de 2% na comparação anual.

No governo Jair Bolsonaro, o PIB cresceu 1,2% em 2019, caiu 3,3% em 2020, avançou 4,8% em 2021 e aumentou 3% em 2022. A comparação considera períodos com condições econômicas diferentes, incluindo o impacto da pandemia de Covid-19 em 2020.

Lula também citou a saída do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), anunciada em 2025. O relatório divulgado em julho de 2026 confirmou a permanência do país fora do mapa, com prevalência de subnutrição abaixo de 2,5% no triênio 2023-2025.

A insegurança alimentar severa foi estimada em 6,6% no triênio 2021-2023, caiu para 3,4% em 2022-2024 e chegou a 0,6% em 2023-2025. Os períodos se sobrepõem e não correspondem exclusivamente a um único governo.

Contas públicas

O presidente afirmou que pretende manter o controle das contas públicas e defendeu que o governo não gaste mais do que arrecada. Ele relacionou o equilíbrio fiscal à proteção da população de menor renda e resumiu sua proposta para um novo mandato com crescimento econômico, emprego, renda e inflação sob controle.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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