O PL amplia sua bancada no Senado de quinze para 28 integrantes e passa a ter a maior representação da Casa a partir de 2027. O resultado vem após a eleição de dezesseis nomes pelo partido no último domingo, consolidando o bolsonarismo como a principal força entre os senadores eleitos.
Dos eleitos pelo PL, três disputavam a reeleição e treze chegam pela primeira vez às fileiras da legenda. Outros quatro parlamentares do partido deixam o Senado em 2027: Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República; Sergio Moro e Marcos Rogério foram eleitos governadores no Paraná e em Rondônia; e Izalci Lucas assume uma cadeira na Câmara.
Bancadas após a eleição
O PSD tem a maior perda entre os partidos. A legenda começou a corrida com 14 cadeiras, sendo onze em disputa em 2026, mas conquistou apenas duas vagas no último domingo. Com isso, a bancada presidida por Gilberto Kassab cai para cinco senadores em 2027, uma redução de nove assentos.
O PT mantém o mesmo tamanho. Dos nove senadores petistas no início da disputa, três foram reeleitos, dois não conseguiram permanecer e um não concorreu. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegeu três novos nomes e chega a 2027 com nove integrantes.
Além do PL, Novo, União Brasil e Rede Sustentabilidade aumentam suas bancadas. Republicanos e o grupo sem partido mantêm o número de vagas. MDB, PP, Podemos, PDT, Avante, PSDB, PSB e PSD terminam com menos senadores.
A composição projetada para 2027 é: PL, 28; MDB, oito; PT, nove; Republicanos, seis; PP, seis; União Brasil, cinco; PSD, cinco; PSB, quatro; Novo, três; PSDB, dois; Podemos, dois; Rede Sustentabilidade, um; PDT, um; e um senador sem partido. Avante fica sem representação.
O senador sem partido é Romário (RJ), eleito pelo PL em 2022 e desligado da legenda em 2026.



