A partir de 2027, bolsonaristas e aliados ocuparão 45 das 81 cadeiras do Senado. O grupo terá mais da metade da Casa, mas continuará abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova composição reúne 30 senadores eleitos neste domingo (4/10), com possibilidade de permanência entre 2027 e 2035, e 15 parlamentares que já estavam no Senado desde 2023 e podem seguir no cargo até 2031.
Renovação amplia presença do grupo
O bolsonarismo tinha atualmente 38 senadores, sendo 23 considerados convictos e 15 aliados. Desse total, 22 terminariam o mandato no início de 2027, mas apenas seis conseguiram a reeleição neste domingo.
Mesmo com a saída do senador Sergio Moro (PL-PR), eleito para o governo de seu estado, o grupo ampliou sua bancada em sete cadeiras na renovação de 2026. A permanência ou não de posições alinhadas ao bolsonarismo depende, em um dos casos, da situação do suplente de Moro.
Entre os 30 eleitos, 23 são identificados como militantes do bolsonarismo. A conta inclui 19 candidatos do PL e nomes de partidos próximos, como Guilherme Derrite (PP-SP), deputado federal e ex-vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara. Ele recebeu apoio de Flávio Bolsonaro.
Também integram a projeção aliados mais independentes, como Arthur Lira (PP-AL), deputado federal e ex-presidente da Câmara. Ele se aliou a Jair Bolsonaro e a Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos anos.
Impeachment do STF é uma das pautas
O aumento da presença no Senado é um objetivo declarado do bolsonarismo. O impeachment de ministros do STF também aparece entre as principais bandeiras das campanhas do PL para as eleições de 2026.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro e candidato à Presidência da República, defende essa pauta. Ele disputará o segundo turno com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os aliados eleitos, Plínio Valério (PSDB-AM) é a exceção entre os nomes que receberam apoio de Flávio. Já Deltan Dallagnol (Novo-PR) enfrenta uma situação jurídica incerta no Tribunal Superior Eleitoral.
Os 15 bolsonaristas que permanecerão até 2031 incluem oito filiados ao PL. O partido pode ganhar uma cadeira com a saída de Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador, e a entrada do suplente Alex Diniz, recém-filiado ao partido. Alan Rick (Republicanos-AC) ainda disputa o segundo turno para o governo; seu suplente, Gemil Júnior (PSD-AC), apoia o impeachment de ministros do STF.



