BRASÍLIA — Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, votou neste domingo (4) no Complexo Penitenciário da Papuda. Como cumpre prisão provisória, ele mantém o direito de participar do pleito.
Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, também registrou seus votos na unidade prisional. A Constituição suspende os direitos políticos somente de cidadãos com condenação criminal definitiva.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que quase 13 mil detentos provisórios devem votar neste ano. Para que isso ocorra, a Justiça Eleitoral organiza a logística e fornece a estrutura necessária para o funcionamento das urnas eletrônicas nos locais de custódia.
A situação dos dois presos provisórios difere da de Jair Bolsonaro. O ex-presidente cumpre pena após ser condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado e, por isso, não poderá votar no próprio filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
A distinção entre os casos está na situação jurídica dos eleitores: a prisão provisória não suspende os direitos políticos, enquanto a condenação definitiva produz esse efeito.



