Raphinha surge como uma opção para atuar como centroavante da seleção brasileira após assumir a função no Barcelona. O atacante, que também joga pelas pontas e como camisa 10, marca 14 gols e dá três assistências em oito jogos na temporada 2026/27.
Novo papel no Barcelona
O brasileiro participa de gols em todas as partidas do Barcelona na temporada: sete pelo Campeonato Espanhol e uma pela Champions League. Contra o Levante, não marca, mas dá duas assistências. Na função de camisa 9, também supera marcas de Lionel Messi e Neymar em LaLiga e aparece à frente de Kylian Mbappé na artilharia.
A principal característica de Raphinha como centroavante é o ataque ao espaço nas costas da defesa. Ele ameaça receber a bola no pé e, em seguida, acelera entre os zagueiros. O movimento aparece em gols e jogadas contra Athletic Bilbao, Feyenoord e Sevilla.
O atacante também mostra capacidade no mano a mano e variedade nas finalizações. Ele marca após driblar o goleiro, conclui com um toque dentro da área e balança a rede com a perna direita. Ainda demonstra menos naturalidade quando precisa se posicionar entre os zagueiros para receber cruzamentos.
Mesmo mais centralizado, Raphinha mantém liberdade para se associar com Fermín López e com os pontas Anthony Gordon e Lamine Yamal. A movimentação é menor do que quando ele parte do lado do campo.
Possível encaixe na Seleção
Na seleção brasileira, Carlo Ancelotti já encontrou uma forma de aproximar Raphinha e Vinícius Junior. Contra o Haiti, os dois atuam juntos em um ataque que explora lançamentos e passes em profundidade. Matheus Cunha funciona como falso nove, e a dupla ataca o espaço deixado pela defesa adversária.
Raphinha tem três oportunidades nessa partida, mas desperdiça duas. O único gol marcado pela Seleção está impedido. Ele ainda é substituído aos 39 minutos por lesão e fica fora do restante da campanha, encerrada com a eliminação para a Noruega.
Para a Data Fifa deste final de setembro, Ancelotti não chama Matheus Cunha. João Pedro, do Chelsea, é cortado por lesão, e o substituto é o volante Matheus Martinelli. Pedro, do Flamengo, e Endrick, do Real Madrid, ficam como opções para a posição.
Nesse cenário, Raphinha pode atuar como camisa 9, com Vinícius Junior pela esquerda e outro ponta pela direita, possivelmente Estêvão ou Rayan. Na fase defensiva, os dois atacantes podem permanecer mais adiantados para formar uma linha de quatro no meio-campo, exigindo a recomposição de um terceiro meio-campista pelo lado esquerdo.
Função já testada
Raphinha já joga como camisa 9 por 45 minutos no amistoso contra o Panamá, vencido por 6 a 2. Na ocasião, atua mais como falso nove e tem Matheus Cunha avançando para ocupar o espaço central. Ele cria oportunidades, mas falha nas finalizações.
A função no Barcelona ainda está nos primeiros passos, mas oferece à Seleção uma alternativa para uma posição sem unanimidade. O atacante também assume papel de liderança ao se tornar capitão do Barcelona, aspecto que pode ser aproveitado por Ancelotti nos amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de setembro, e contra a Índia, em 3 de outubro.



