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ABRAS discute varejo sem estoque financiado por supermercados

Modelo transfere à indústria a propriedade das mercadorias até a venda e remunera o varejista pelos serviços prestados.

ABRAS discute varejo sem estoque financiado por supermercados
Foto: Supermercado (Cris Faga/Dragonfly Press/Folhapress/.)

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) discute um modelo em que a indústria mantém a propriedade dos produtos nas gôndolas até a venda. A proposta reduz a necessidade de os supermercados comprarem e financiarem os estoques.

Chamado de “Retail as a Service”, o formato reúne práticas que já existem separadamente, como consignação, estoques administrados por fornecedores, retail media e venda de dados. A ideia é organizar esses mecanismos em uma mesma estrutura de negócio.

Mudança na remuneração

Com o modelo, os fabricantes assumem parte dos custos e dos riscos relacionados a perdas, vencimentos e produtos encalhados. Os supermercados passam a receber pela capacidade de gerar vendas, enquanto a indústria é remunerada pelas vendas efetivamente realizadas.

“A grande mudança está em migrar de margem comercial para receita de serviços”, afirma Rodrigo Segurado, vice-presidente-executivo comercial da ABRAS. Para ele, o fabricante passa a ser remunerado pela venda real, e o varejista, pela capacidade de gerar essa venda.

A proposta é discutida na 60ª ABRAS’26 Food Retail Future, em Campinas. A ABRAS informa que o varejo alimentar brasileiro fatura cerca de 1,145 trilhão de reais em 2025. Se avançar, o modelo pode transferir aos fornecedores uma parcela do dinheiro atualmente imobilizado nas prateleiras.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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