O Ibovespa acumulou alta de 1,11% entre segunda (7) e sexta-feira (11), na terceira semana consecutiva de valorização. O movimento ocorre em meio às expectativas para as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além da disputa eleitoral no segundo turno.
O Assaí (ASAI3) liderou os ganhos, com alta de 8,15% na semana. A ação foi favorecida pelo alívio nos juros futuros e pelo chamado trade eleitoral. Na quinta-feira (10), o papel chegou a subir 7,17%.
A próxima decisão do Banco Central ocorre na quarta-feira (16). A expectativa dos agentes financeiros é de um corte de 0,25 p.p. na Selic, para 13,75% ao ano. Algumas instituições projetam novos cortes, com estimativas de taxa terminal em 13,25%.
As pesquisas eleitorais recentes apontaram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em um eventual segundo turno. O cenário passou a ser considerado pelos investidores na precificação da curva de juros futuros.
Depois do Assaí, Prio (PRIO3) avançou 6,65% na semana, enquanto as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) subiram 4,83%.
Na ponta negativa, a Direcional (DIRR3) caiu 8,64%, a maior queda entre os papéis citados. O recuo ocorreu após o JP Morgan revisar sua tese para incorporadoras e reduzir o preço-alvo da ação de R$ 19 para R$ 17,50 em dezembro de 2027. O banco manteve recomendação de compra para Direcional, Tenda (TEND3) e Cury (CURY3).
A Hapvida (HAPV3) recuou 7,3%, e a Tenda caiu 7,28%.
No cenário doméstico, o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, após alta de 0,07% em julho. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4,22%, dentro do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em agosto, ante alta de 0,1% em julho. O núcleo avançou 0,3%, acima da projeção de 0,2%, reforçando as apostas de juros elevados por mais tempo e de uma alta pelo Federal Reserve na próxima quarta-feira.



