O Bônus de Itaipu reduz a conta de luz e é o principal fator por trás da queda de 0,32% do IPCA em agosto, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A energia elétrica residencial fica 7,63% mais barata e retira 0,33 ponto percentual do índice.
O crédito temporário é concedido nas contas dos consumidores a partir de recursos excedentes ligados à comercialização da energia produzida pela hidrelétrica. Como o benefício é incorporado às faturas de agosto, o desconto tende a desaparecer depois, levando a conta de luz de volta ao patamar normal e podendo pressionar o IPCA nos meses seguintes.
A habitação recua 1,87% e tem impacto de -0,29 ponto percentual no índice. Segundo o IBGE, esse é o menor resultado do grupo para um mês de agosto desde o início do Plano Real. No resultado geral, a queda supera a projeção de recuo de 0,29% indicada pelo mercado.
Transportes registram baixa de 0,86%, com impacto negativo de 0,17 ponto percentual. As passagens aéreas ficam 13,17% mais baratas e os combustíveis recuam 0,91%. Entre eles, o etanol cai 3,95%, o óleo diesel, 0,80%, e a gasolina, 0,59%. O gás veicular sobe 2,62%, enquanto o transporte por aplicativo diminui 4,57%.
Alimentos e despesas pessoais
O grupo alimentação e bebidas tem a segunda queda mensal seguida: recua 0,34%, depois de baixar 0,67% em julho. A alimentação dentro de casa fica 0,61% mais barata. Batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovos (-4,15%) e café moído (-1,86%) estão entre os produtos que mais caem.
Leite longa vida sobe 1,78%, frutas avançam 0,84% e carnes, 0,61%. A alimentação fora de casa desacelera, de 0,55% em julho para 0,36% em agosto.
Na direção contrária, despesas pessoais avançam 1,30% e acrescentam 0,13 ponto percentual ao IPCA. O cigarro sobe 19,59% e tem impacto positivo individual de 0,11 ponto percentual.
No acumulado, o índice registra alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% de julho e da projeção de 4,27%. A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, e limite superior de 4,5%.



