A Braskem tenta renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras por meio de uma recuperação extrajudicial, enquanto seus credores cobram novos recursos dos principais acionistas. A Petrobras afirma que não fará sozinha um eventual aporte na petroquímica.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, declara que a participação de outros acionistas e parceiros é necessária para qualquer injeção de recursos. A Petrobras detém 47,03% do capital votante da Braskem.
Pressão dos credores
Os credores pressionam a Petrobras e o fundo Shine I FIP, ligado à IG4 Capital, para que coloquem dinheiro na companhia. A cobrança ocorre durante o processo de renegociação das obrigações financeiras da Braskem.
Chambriard afirma que a Petrobras participa da gestão operacional da petroquímica, enquanto a IG4 Capital conduz as questões corporativas e financeiras. “Essa é a forma que nós estruturamos, e acredito que já está dando resultado”, disse a presidente da estatal.
A possibilidade de a Petrobras ampliar sua participação também está no centro da discussão. Se a estatal fizesse um aporte isolado e recebesse novas ações em troca, poderia superar 50% do capital votante da Braskem e assumir o controle majoritário.
“Ampliar nossa participação não está no nosso horizonte”, afirmou Chambriard. A presidente acrescentou que não há previsão de aporte da Petrobras sem a participação de parceiros e acionistas.
O Conselho de Administração da Braskem tem reunião marcada para esta sexta-feira (25). A declaração de Chambriard ocorreu nesta quinta-feira (24).



