A semana dos mercados teve mudanças na oferta de títulos de renda fixa e movimentos relevantes entre grandes companhias abertas. Entre os temas estão a menor disponibilidade de LCIs e LCAs, a projeção de dividendos da Petrobras, o aumento de capital do Bradesco, os desafios da Vale e a alta do Banco do Brasil.
As letras de crédito imobiliário e do agronegócio, conhecidas como LCIs e LCAs, aparecem com menos frequência nos aplicativos de investimentos. Papéis que ofereciam entre 95% e 100% do CDI ficaram mais difíceis de encontrar.
A redução ocorre em um cenário de menos emissões desses títulos pelas empresas e de retorno relativo menor em relação ao CDI. Ainda assim, a menor remuneração do benchmark não significa necessariamente ganho menor para o investidor.
Petrobras e Bradesco
A Petrobras está perto de registrar um dos maiores dividendos do setor no mundo. O UBS BB estima dividend yield líquido de 10% a 11% para 2026, com avanço para 13% a 14% em 2027.
A projeção ocorre mesmo com a valorização de 70% das ações neste ano. O retorno pode continuar crescendo até 2030, segundo a avaliação citada. Entre os fatores acompanhados está o preço do petróleo Brent. A política de subsídios do governo para segurar os preços nas bombas, porém, afeta a geração de receita da companhia.
No Bradesco, as controladoras do banco, filhas e herdeiras de Amador Aguiar, assumem o compromisso de realizar um aumento de capital de até R$ 10 bilhões. A estratégia prevista é usar os recursos para crescer sem comprometer a rentabilidade nem repetir problemas anteriores.
Vale e Banco do Brasil
A Vale enfrenta a combinação de frete marítimo mais caro, impulsionado pelo aumento dos combustíveis, e queda no preço internacional do minério de ferro. A demanda mais fraca da China, maior mercado consumidor do mundo, também pesa sobre o cenário.
Em reunião com o Citi, o CEO Gustavo Pimenta apresenta a estratégia para lidar com gargalos operacionais, volatilidade das commodities e reorganização de ativos.
O Banco do Brasil, por sua vez, sobe mais de 26% na bolsa em pouco mais de um mês, enquanto o Ibovespa avança cerca de 12%. O movimento não indica, necessariamente, melhora nos fundamentos do banco. Parte dos investidores relaciona a alta às eleições presidenciais de outubro e às expectativas sobre o futuro governo e a política econômica.



