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Consoles chineses ganham espaço, mas ainda ficam atrás em volume

Marcas chinesas ampliam a oferta de portáteis e avançam nos sistemas, enquanto o volume permanece distante do da Nintendo.

Consoles chineses ganham espaço, mas ainda ficam atrás em volume
Foto: Reprodução/Retroid

A presença de fabricantes chinesas cresce no mercado global de consoles portáteis, mas os números ainda não acompanham a escala da Nintendo. A categoria de PCs portáteis formada por Steam Deck, ROG Ally, Legion Go e MSI Claw acumula menos de 6 milhões de unidades. Entre 2023 e 2024, esse segmento encolheu 50%, de 2,87 milhões para 1,49 milhão de unidades.

No mesmo período de referência, a Nintendo despachou 19,86 milhões de Switch 2 até 31 de março de 2026, menos de dez meses após o lançamento. O cenário indica que o avanço chinês ocorre principalmente na quantidade de marcas e na variedade de aparelhos, não no volume total vendido.

Dois mercados dentro do segmento

GPD, AYANEO e Anbernic competem com Nintendo e Valve. Entre as cinco maiores empresas do setor — Nintendo, Valve, GPD, AYANEO e Anbernic — a participação conjunta chegou a 78,6% em 2025. A Nintendo lidera, com mais de 26,7% de share, enquanto três das cinco principais fabricantes são chinesas.

A China concentra parte relevante da fabricação e abriga marcas como Anbernic, Powkiddy, GPD, BittBoy, Miyoo e GoRetroid. Essas empresas trabalham com ciclos curtos de lançamento, chegando a quatro a cinco aparelhos por ano, e vendem diretamente por plataformas como AliExpress e Shopee, sem depender do varejo tradicional.

Os produtos se dividem em duas frentes. AYANEO, GPD e OneXPlayer atuam com PCs portáteis voltados a jogos convencionais, inclusive títulos AAA. Esses modelos custam entre US$ 800 e mais de US$ 3.000. Já Anbernic, Powkiddy, Miyoo, TrimUI e Retroid oferecem aparelhos focados em emulação de jogos antigos, com preços entre US$ 40 e US$ 400.

Retrô cresce mais rápido

O mercado de consoles handheld retrô foi avaliado em US$ 3,8 bilhões em 2025, contra US$ 3,12 bilhões no ano anterior. O crescimento em um ano foi de cerca de 21%. A projeção indica US$ 4,18 bilhões em 2026 e até US$ 8,5 bilhões em 2033, com CAGR de 10% ao ano.

O mercado geral de portáteis de games, conforme estimativa da Global Market Insights, movimenta US$ 12,9 bilhões em 2025 e pode chegar a US$ 16,6 bi em 2035, com CAGR de 3,3%.

Tarifas, impostos e ROMs

A Anbernic suspendeu os envios da China para os Estados Unidos em 21 de abril de 2025, após a política tarifária americana chegar a 145%. Retroid e Ayn adotaram medidas semelhantes. No Brasil, os tributos ficam entre 92% e 100%. Com o efeito do câmbio, um AYN Odin 2 parte de R$ 2.200 mesmo com estoque nacional, enquanto os modelos mais avançados custam mais.

As ROMs também geram problemas legais. Em abril de 2025, a Guardia di Finanza revistou a casa do youtuber italiano Once Were Nerd e apreendeu mais de 30 consoles de Anbernic, PowKiddy e TrimUI por promoção de material pirata. Fabricantes também retiraram jogos da Nintendo de bibliotecas pré-carregadas após pressão da empresa.

Em agosto de 2026, o beta do SteamOS 3.8.25 passou a oferecer suporte atualizado para OneXPlayer Apex, OneXPlayer F1, Konkr FIT e AYANEO Pocket S2. A atualização reforça o papel da Valve como fornecedora do sistema operacional para consoles chineses, mesmo com as barreiras comerciais e legais do setor.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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