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Impedimentos retiram dois ministros da votação sobre investigação contra Moraes

Nunes Marques cita mensagens envolvendo o filho; Toffoli reafirma suspeição e permanece no plenário sem votar.

Impedimentos retiram dois ministros da votação sobre investigação contra Moraes
Foto: Alejandro Zambrana/STF

A votação sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes ocorre nesta terça-feira, 15, sem a participação de Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. Os ministros adotam justificativas diferentes para não integrar a decisão no Supremo Tribunal Federal.

Nunes Marques declara-se impedido durante a sessão e deixa o plenário após anunciar a decisão. Ele afirma que não se sente confortável em participar do julgamento diante de sua atuação no STF e também como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Mensagens envolvendo o filho de Nunes Marques

O impedimento é anunciado depois da divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Uma delas, enviada ao banqueiro em agosto de 2025 por Luiz Rennó, diretor jurídico do Master, menciona a ausência de um pagamento à Consult relacionado a Kevin Marques, filho do ministro.

“Esse aí. Único ‘meu’ que faltou”, diz a mensagem atribuída a Rennó.

A defesa de Kevin Marques nega que ele tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. Em nota, afirma que o advogado recebeu 281.600 reais da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e que sua atuação não tem relação com o Supremo Tribunal Federal.

Com o impedimento, Nunes Marques não participa da votação sobre o encaminhamento do caso relacionado a Moraes.

Toffoli mantém suspeição

Dias Toffoli reafirma uma decisão anterior de não participar do julgamento por motivo de foro íntimo. O ministro lembra que já havia deixado a relatoria do caso após a repercussão de mensagens trocadas com Vorcaro.

Segundo Toffoli, o afastamento da relatoria buscou preservar o Supremo Tribunal Federal e foi registrado em uma nota assinada pelos integrantes da Corte. Depois, com os processos sob relatoria de André Mendonça na Segunda Turma, ele declarou sua suspeição.

Diferentemente de Nunes Marques, Toffoli permanece no plenário. Ele afirma que não votará, mas poderá usar a palavra se considerar necessário durante as discussões.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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