A queda da taxa Selic de 15% para 13,75% ao ano reduziu o rendimento de investimentos de renda fixa pós-fixados. Em uma aplicação de R$ 100 mil, a diferença acumulada entre os dois cenários chega a quase R$ 2.500, conforme simulações com títulos conservadores.
O Banco Central cortou a Selic em 1,25 ponto percentual desde janeiro. A taxa serve como referência para investimentos como Tesouro Selic, CDBs, LCIs e LCAs. Nesses produtos, o dinheiro continua rendendo, mas passa a acompanhar uma taxa básica menor. A mudança ocorre no dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Como o rendimento mudou
Quando a Selic estava em 15% ao ano, o Tesouro Selic registrava rendimento bruto mensal de 1,21%. Com a taxa em 13,75% ao ano, o retorno bruto projetado passa a 1,10% ao mês a partir desta quinta (17). A nova taxa entrou em vigor após o corte anunciado nesta quarta-feira (16).
Considerando também o CDI, que costuma ficar um pouco abaixo da Selic, os parâmetros usados nas simulações são de 14,90% e 13,65% ao ano, respectivamente. Para uma aplicação de R$ 100 mil, a redução mensal do retorno fica em cerca de R$ 70, antes da diferença acumulada ao longo do tempo.
O impacto tende a ser maior nos títulos tributáveis, como Tesouro Selic e CDBs, porque há cobrança de imposto de renda. Além disso, os juros compostos fazem com que cada rendimento seja incorporado ao patrimônio e passe a participar do cálculo dos períodos seguintes.
A comparação é diferente para títulos prefixados ou atrelados à inflação. Nesses investimentos, a taxa contratada na compra é mantida até o vencimento. Assim, um papel com remuneração fixa de 15% ao ano ou com retorno de IPCA + 8% ao ano preserva essas condições mesmo quando a Selic muda.



