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Dólar e juros podem reagir a cenário eleitoral, avalia economista

Leonardo Mendes prevê valorização do real no curto prazo e Ibovespa acima de 200 mil pontos após o primeiro turno.

Dólar e juros podem reagir a cenário eleitoral, avalia economista

A possível valorização do real no curto prazo e a queda dos juros estão entre os efeitos esperados pelo economista e consultor financeiro Leonardo Mendes para o cenário eleitoral formado após o primeiro turno. Ele avalia que o Ibovespa pode superar os 200 mil pontos, com reação mais favorável às ações de empresas estatais.

Mendes, da Manchester Investimentos, afirma que o ambiente político também pode influenciar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dele, uma mudança nesse ambiente levaria a uma atuação “mais branda” da Corte e poderia reduzir o risco institucional. A recomposição de forças no Legislativo, acrescenta, tende a aumentar a pressão por maior previsibilidade jurídica.

Efeito sobre juros e Bolsa

Os dados divulgados até agora mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 48,05% a 43,96%. Para Mendes, o resultado deve fazer os investidores considerarem mais provável a vitória de Flávio no segundo turno.

A eleição de um grande número de deputados e senadores mais alinhados à direita, combinada com essa expectativa, aumenta a confiança em reformas capazes de promover um ajuste nas contas públicas. “O mercado dá confiança de que a direita fará mais ajustes no resultado primário, colocará a trajetória da dívida pública para baixo”, disse o economista.

Nesse cenário, a taxa de DI para janeiro de 2031 pode recuar para perto de 13,5% na abertura do pregão de segunda-feira. Mendes afirma que a melhora na percepção fiscal e a manutenção de um ambiente institucional favorável à política econômica abririam espaço para uma queda mais rápida dos juros de médio e longo prazo.

A direção de queda da Selic já é esperada independentemente do vencedor, mas o economista aponta diferenças na velocidade e na magnitude do movimento. Na Bolsa, a reação tende a ser positiva, especialmente para Banco do Brasil e Petrobras.

Mais à frente, porém, o real pode perder força e ficar sujeito a oscilações provocadas por fatores externos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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