Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Economia

Eduardo orientou gestão nos EUA de recursos ligados ao filme Dark Horse

Documentos liberados pelo STF registram instruções sobre remessas e administração de recursos que supostamente financiariam o filme sobre Jair Bolsonaro.

Eduardo orientou gestão nos EUA de recursos ligados ao filme Dark Horse
Foto: Reprodução/Instagram

Documentos cujo sigilo foi revogado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça registram instruções de Eduardo Bolsonaro sobre a administração, nos Estados Unidos, de recursos que supostamente financiariam o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

As orientações foram encaminhadas pelo publicitário Thiago Miranda ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em 21 de março do ano passado, Miranda enviou a Vorcaro os chamados conselhos de Eduardo para gerir os valores. Entre as instruções estava a recomendação de transferir o máximo possível pelo sistema utilizado naquele momento.

Eduardo também mencionou o corretor Altieris Santana, ligado a ele, como alguém que poderia fornecer mais informações em reuniões presenciais. Santana é diretor da Havengate Development Fund, fundo que recebeu dinheiro da Entre Investimentos destinado à cinebiografia.

Remessas para os Estados Unidos

Em uma das mensagens, Eduardo afirmou: “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo”. Ele indicou que o envio de um aporte estimado em 25 milhões de dólares por empresas de menor porte poderia atrasar a transferência dos valores.

Segundo o conteúdo da mensagem, se a empresa brasileira responsável pela remessa não tivesse o orçamento elevado usado como exemplo, os pagamentos precisariam ser feitos gradualmente e poderiam levar cerca de seis meses. Eduardo resumiu a orientação: “Solução: enviar o máximo possível alinda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”.

O filme é citado em um inquérito que levou Jair Bolsonaro à condição de investigado às vésperas do primeiro turno, em 4 de outubro. Uma das suspeitas é que parte dos 24 ou 25 milhões de dólares estimados para a produção tenha sido usada para custear Eduardo no exterior.

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, fechou um acordo de delação premiada e confirmou repasses financeiros, em cotas, para a Havengate. Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e organização criminosa na arrecadação de valores para a obra.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.