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Fitch cobra ajuste fiscal maior para conter avanço da dívida da Colômbia

Agência estima que o país precisa reduzir o déficit em 4 pontos porcentuais do PIB para estabilizar a relação entre dívida e produto.

Fitch cobra ajuste fiscal maior para conter avanço da dívida da Colômbia

A Colômbia precisa adotar medidas significativas para estabilizar a dívida, diante de déficits persistentemente altos e de uma trajetória acentuada da dívida em relação ao PIB, alerta a Fitch Ratings. A agência afirma que a ausência de uma consolidação fiscal pode aumentar a pressão sobre a classificação de risco do país.

Mesmo com a lei de ajuste fiscal atingindo a meta de consolidação de 2,2% do PIB, os déficits devem superar de forma significativa as projeções anteriores da Fitch. A agência avalia que o orçamento de 2027, apresentado pelo novo governo de Abelardo de la Espriella, prevê um déficit maior que o indicado pela administração anterior.

A proposta inclui despesas mais elevadas com pensões, saúde, educação e subsídios de energia. Os custos de juros também foram revisados para cima. De acordo com a Fitch, recompras de títulos abaixo do par reduziram o estoque nominal da dívida, mas resultaram em taxas mais altas.

A agência calcula que seria necessário um ajuste de 4 pontos porcentuais do PIB para estabilizar a relação entre dívida e PIB. O esforço pode precisar ser maior, considerando a situação fiscal encontrada pelo novo governo.

Empréstimos externos

O orçamento prevê US$ 27 bilhões em empréstimos externos brutos e US$ 23 bilhões em termos líquidos. Os valores superam em mais de duas vezes os níveis de 2026 e buscam reduzir a dependência de um mercado doméstico que ficou mais caro.

A Fitch avalia que alcançar esse volume de captação pode ser difícil no mercado de títulos e exigir apoio substancial de instituições financeiras internacionais. Para a agência, o rebaixamento da classificação da Colômbia em dezembro já antecipou o aumento da dívida, embora ainda exista alguma margem para absorver uma trajetória pior.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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