A campanha de Flávio Bolsonaro passou a explorar a crise de empresas e o custo dos alimentos no horário eleitoral. O candidato do PL à Presidência aparece em supermercados e diante de imóveis comerciais fechados durante o que deveria ser o expediente, com mensagens sobre o endividamento de famílias e empresas.
A estratégia ganhou força após os pedidos de recuperação judicial da Casas Bahia e do Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill. A rede de óticas Chilli Beans também enfrenta dificuldades financeiras e afirma estar negociando dívidas com bancos.
Uma pessoa que acompanha as decisões da campanha bolsonarista avalia que a deterioração econômica surgiu antes do esperado pelo PT. “A febre alta da crise econômica veio antes do que o PT esperava”, resume.
Disputa sobre a economia
O presidente Lula recebeu empresários do mercado financeiro e do setor produtivo para um jantar no Palácio da Alvorada. No encontro, apresentou linhas gerais de seus planos para a política fiscal, tema considerado uma preocupação comum entre os convidados, e ouviu as impressões do grupo.
No programa eleitoral do PL exibido no sábado, 5, a campanha também tratou de insegurança, violência e crime organizado, apontados nas pesquisas como a principal preocupação dos brasileiros. Flávio reforçou a promessa de seguir os Estados Unidos e classificar o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como “organizações narcoterroristas”.
Na sequência, a peça relacionou a violência ao orçamento doméstico. A narradora afirma que existe uma violência silenciosa no momento de passar as compras no caixa, quando famílias precisam devolver alimentos às prateleiras por falta de dinheiro. O programa cita biscoito, chocolate e iogurte como exemplos de produtos que podem ficar fora da compra.



