O anúncio do governo federal sobre a proibição total das bets provoca críticas de parlamentares da oposição e de candidatos ligados ao PL. As manifestações são publicadas na rede social X nesta sexta-feira, 25, após a confirmação da medida pelo governo.
A oposição afirma que as apostas foram regulamentadas durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro diz que votou contra a regulamentação e questiona a possibilidade de uma nova mudança depois das eleições.
“Eu votei contra na época”, afirma Flávio, em vídeo publicado nas redes sociais. Ele também chama Lula de “pai do tigrinho” e diz que nada garante que as bets não voltem após o fim da eleição.
O candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, faz crítica semelhante. Em uma carreata em Maceió, ele declara que Lula é “o pai de Lulinha, que roubou os aposentados, e pai do Tigrinho, que também roubou o povo brasileiro”. A fala é publicada nas redes sociais de Gaspar.
Críticas no Congresso
Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, afirma que Flávio Bolsonaro e os oposicionistas tentaram impedir os cassinos online, mas que Lula e o PT derrubaram a medida na Câmara e liberaram os jogos de azar. Para ele, as apostas endividam milhões de brasileiros.
“Agora, às vésperas das eleições, o governo do PT finge ser vítima do próprio crime”, escreve Marinho.
Sóstenes Cavalcante, líder da oposição na Câmara dos Deputados, publica críticas a Lula no dia anterior e o chama de pai do Tigrinho e das bets. Carlos Portinho, candidato ao Senado pelo PL no Rio de Janeiro, afirma que o governo passa do “conto da picanha” ao “conto do Tigrinho”.
A oposição sustenta que a regulamentação teve como foco aumentar a arrecadação em 2023. Também acusa o governo de voltar atrás depois de deixar parte da população em situação difícil por causa do vício em apostas.



