Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (14) que nunca teve contato com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ex-ministro da Fazenda também voltou a defender a abertura total dos sigilos relacionados às apurações envolvendo o banco.
Durante sabatina no SPTV, da TV Globo, Haddad declarou: “Eu nunca recebi o Daniel Vorcaro na minha vida, nunca estive com ele no mesmo ambiente, nunca recebi uma mensagem nem um telefonema dele, nunca o procurei”. Ele disse ainda que sua equipe havia alertado que o empresário era um problema grave, embora não soubesse a dimensão da situação.
Haddad afirmou que Vorcaro não financiou sua campanha e associou o banqueiro a adversários políticos. Também disse que a divulgação das informações sobre o caso deve ocorrer antes da eleição, em outubro. Para o candidato, a ética deve anteceder as disputas ideológicas.
Concessões e situação financeira
O candidato afirmou que pretende revisar contratos de concessão e privatização assinados durante a gestão de Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Ele citou a Sabesp, as linhas de trens da CPTM e os pedágios free flow.
Haddad disse que, se a revisão das cláusulas não for bem-sucedida, poderá recorrer à Justiça e eventualmente romper os contratos. Na avaliação dele, os contratos foram mal feitos e precisam ser readequados ao interesse público. Ele mencionou o aumento de reclamações sobre a Sabesp no Procon e o crescimento de incidentes nos trilhos dos trens.
O petista também afirmou que será necessário um trabalho de seis meses para recuperar as finanças estaduais e viabilizar novos investimentos. Segundo ele, o tesouro estadual foi recebido com superávit na casa de R$ 23 bilhões e hoje está na casa de R$ 5 bilhões, mesmo após a venda de ativos, como a privatização da Sabesp.
Haddad apontou contratos terceirizados, indenizações a concessionárias e privatizações recentes como três focos de atenção para recompor o caixa e abrir espaço para investimentos e melhorias nos serviços públicos.
Segurança pública
Na segurança, Haddad voltou a defender a criação de uma agência antifacção sob a presidência do governador, com participação de órgãos estaduais e federais. Ele afirmou que a cooperação entre os governos precisa ser a regra.
Questionado sobre a diferença em relação à Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), disse que a agência será presidida por ele e irá funcionar. O candidato também prometeu modernizar a resposta ao crime cotidiano com tecnologia e inteligência artificial, incluindo boletim de ocorrência por aplicativo e análise em tempo real para orientar o patrulhamento e a investigação.



