Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Belo Horizonte 14°C 14° / 22°
Notícia a toda hora
Economia

Alckmin defende apuração sobre repasses a campanhas de Tarcísio e Bolsonaro

Vice-presidente afirma que doações eleitorais não podem estar associadas a benefícios públicos e pede investigação sem distinção de cargos.

Alckmin defende apuração sobre repasses a campanhas de Tarcísio e Bolsonaro
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin cobra investigação sobre suspeitas envolvendo doações eleitorais atribuídas ao entorno do Banco Master. A manifestação atinge campanhas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As suspeitas aparecem em uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No relato, uma doação de R$ 5 milhões feita em 2022 teria resultado de uma negociação de propina envolvendo Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão Tarcísio.

Segundo a proposta, R$ 2 milhões foram destinados à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero, aparece como o maior doador dos dois políticos naquele ano.

Alckmin afirma que a legislação permite doações de pessoas físicas, mas considera necessário apurar se houve relação entre os repasses e benefícios concedidos pelo poder público. As acusações ainda dependem de investigação, e a existência de uma proposta de delação não comprova os fatos narrados.

“ Ninguém está acima da lei”, afirma o vice-presidente, ao defender que as apurações alcancem qualquer pessoa, independentemente do cargo. Ele também diz que quanto maior a posição ocupada, maior é a responsabilidade de cumprir a lei e dar exemplo. Em outra declaração, defende que a investigação avance “doa a quem doer”.

Na mesma entrevista, Alckmin critica a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal e elogia a atuação de instituições durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirma que a Polícia Federal não sofre ameaças nem substituições de diretores por causa de investigações e que o Ministério Público tem liberdade.

A disputa pelo governo de São Paulo também aparece na entrevista. Alckmin avalia que Fernando Haddad explora dificuldades da administração de Tarcísio em temas como a privatização da Sabesp, a segurança pública e a educação. Ele menciona ainda feminicídio e roubos de celular.

Questionado sobre o ato convocado pelo senador Flávio Bolsonaro e apoiadores para o 7 de Setembro, na Avenida Paulista, Alckmin diz que manifestações políticas são legítimas, mas rejeita discursos favoráveis a golpe militar ou ruptura democrática. Para ele, o apreço pela democracia deve ser um critério para avaliar candidatos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.