O plano de saúde continua sendo o principal ponto de conflito entre os Correios e os trabalhadores, enquanto a empresa aguarda o julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcado para 21 de setembro. A estatal afirma que só decidirá os próximos passos da greve depois da análise do tribunal.
A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) diz que permanece aberta ao diálogo e que solicitou formalmente a retomada da Mesa de Negociação Direta. Segundo a entidade, as tratativas avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mas não chegaram a um acordo sobre o plano de saúde.
“A FINDECT, os sindicatos filiados e os trabalhadores reivindicam a manutenção da redação atual, preservando os Correios como mantenedores do benefício”, afirma a federação.
A greve nacional começou em 10 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram propostas dos Correios para o ACT. A adesão foi totalizada em todo o país em 11 de setembro, e a paralisação ocorre por tempo indeterminado. As alterações no plano de saúde e nos benefícios da categoria estão entre os motivos do movimento.
Em 11 de setembro, a direção dos Correios acionou o TST. No dia seguinte, 12 de setembro, uma liminar determinou que os sindicatos mantivessem pelo menos 80% do efetivo trabalhando para evitar o colapso das entregas.
A empresa e os sindicatos registraram avanços nos últimos dias, mas as negociações foram interrompidas após um novo impasse. Em nota, os Correios informaram que vão esperar o julgamento final de 21 de setembro antes de tomar uma decisão sobre a paralisação.
A FINDECT afirma que a direção da empresa mudou de posição durante as tratativas e não apresentou a garantia reivindicada pelos trabalhadores para o futuro do plano de saúde. A federação avalia que a decisão de não retomar as negociações aumenta a insegurança da categoria.



