A revelação de Roberto Carlos, pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira, sobre dificuldades financeiras após a aposentadoria reacende histórias de jogadores que não conseguiram preservar o patrimônio acumulado no futebol. O ex-lateral, que passou por Real Madrid e Inter de Milão, afirmou ter perdido “99% do dinheiro” arrecadado.
Arda Turan, que se destacou pelo Atlético de Madrid em meados da década de 2010, chegou ao Barcelona com salário de cerca de 8 milhões de euros por ano. O meia turco atribuiu a perda de suas economias a investimentos ruins e a um golpe que teria sido aplicado por uma diretora de banco em Istambul. Atualmente, ele atua como técnico do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Casos no futebol internacional
Diego Maradona também enfrentou problemas financeiros. A administração da carreira foi afetada por uma vida desregrada e pela atuação de seu empresário, Guillermo Coppola, acusado de roubar o jogador. Maradona declarou ter ficado “sem um peso” e teve bens confiscados na Itália por impostos não pagos. Depois da aposentadoria, porém, ganhou dinheiro com o uso de sua imagem e manteve uma vida confortável até morrer.
Garrincha acumulou dívidas e enfrentou problemas relacionados ao consumo de álcool. O ex-atacante chegou a ser preso por dirigir embriagado. Em janeiro de 1983, morreu sozinho, sem dinheiro, em um hospital no Rio de Janeiro, vítima de cirrose hepática.
George Best, ídolo do Manchester United, gastava com carros de luxo, festas e modelos. Os excessos encurtaram sua carreira e consumiram sua fortuna. O norte-irlandês também relatou ter desperdiçado dinheiro com bebidas, mulheres e carros.
O caso de Muller
Destaque do São Paulo nos anos 80 e 90, Muller perdeu praticamente toda a fortuna acumulada como jogador. Ele afirmou que gastou com vaidades pessoais, amigos de ocasião e outras despesas. O ex-atleta chegou a morar de favor na casa de amigos e permaneceu anos desempregado, antes de reestruturar a carreira como comentarista esportivo.



