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Proibição das bets pressiona mais de R$ 1 bilhão em patrocínios no futebol

Quatorze clubes da Série A têm casas de apostas como patrocinadoras máster; acordos somaram mais de 1 bilhão de reais em 2025.

Proibição das bets pressiona mais de R$ 1 bilhão em patrocínios no futebol
Foto: Wagner Meier/Getty Images

A proibição das bets no Brasil, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pressiona contratos comerciais de clubes de futebol. Entre os 20 times que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro, 14 tinham empresas de apostas como patrocinadoras máster, ocupando o principal espaço das camisas.

Em 2025, os acordos entre casas de apostas e equipes da primeira divisão movimentaram mais de 1 bilhão de reais. O montante equivaleu a cerca de 7% da receita dos 20 clubes, que somou quase 15 bilhões de reais no ano.

Principais contratos

O Flamengo recebe 268 milhões de reais por ano da Betano, empresa que detém 25% do mercado brasileiro de apostas. A companhia também dá nome ao Campeonato Brasileiro, disputado como Brasileirão Betano.

O contrato do Palmeiras com a Sportingbet chegou a 120 milhões de reais em 2025, incluindo 100 milhões de reais em parcela fixa. O São Paulo tem acordo com a Superbet de 80 milhões de reais em 2026. No Fluminense, também patrocinado pela empresa, o contrato alcança até 86 milhões de reais.

Outros clubes também têm ou tiveram receitas ligadas a bets: Corinthians, Atlético-MG, Santos, Bahia, Vasco, Grêmio, Internacional, Vitória, Cruzeiro, Botafogo, Remo, Athletico-PR, Coritiba, Chapecoense, Bragantino e Mirassol.

Em 2026, Santos, Vasco, Cruzeiro, Remo e Grêmio trocaram as empresas anteriores por Novibet, Sportingbet, Betnacional, VaideBet e Pitaco, respectivamente. Bahia, Athletico-PR, Internacional, Coritiba, Mirassol e Bragantino tiveram os patrocínios cancelados.

Uma restrição apenas aos cassinos online poderia levar à revisão dos contratos. Já a proibição de toda a atividade eliminaria a justificativa comercial para manter os acordos.

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na quarta-feira, 23, indica que 75% dos brasileiros apoiam a proibição, enquanto 17% são contrários.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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