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Economia

Memorando aproxima indústrias nucleares de Brasil e Turquia por três anos

ABDAN e NIATR preveem intercâmbio, investimentos conjuntos e parcerias industriais e na medicina nuclear.

Memorando aproxima indústrias nucleares de Brasil e Turquia por três anos
Foto: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digital

A cooperação entre Brasil e Turquia na área nuclear passa a ser coordenada por um grupo conjunto, com planos de ação voltados a transformar o intercâmbio entre as entidades em oportunidades para empresas. A Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) e a Nuclear Industry Association of Türkiye (NIATR) formalizam um Memorando de Entendimento com validade de três anos.

O acordo abrange o desenvolvimento, a implantação e o uso civil da energia nuclear. Também prevê a aproximação das cadeias de suprimentos dos dois países, o estímulo ao comércio bilateral e a realização de eventos do setor. Entre as possibilidades estão joint ventures industriais e iniciativas voltadas à medicina nuclear.

O presidente da ABDAN, Celso Cunha, afirma que a parceria cria canais para negócios, inovação e fortalecimento da cadeia produtiva. “Integrar o Brasil a esse ecossistema internacional é necessário para transformar potencial tecnológico em oportunidades concretas para a nossa indústria”, declarou.

Expansão nuclear nos dois países

A assinatura ocorre enquanto Brasil e Turquia ampliam seus planos para o setor. Em março de 2026, o Brasil aderiu à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear até 2050, iniciativa lançada na COP28. O compromisso reúne 38 países e prevê a mobilização de governos, indústria e instituições financeiras.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o país também destaca o domínio de etapas do ciclo do combustível nuclear, da mineração de urânio à fabricação de combustível. No PNE 2055, a previsão de expansão da fonte sobe para 14 GW, ante os 8 GW a 10 GW considerados no PNE 2050. A ABDAN defende que esse crescimento seja acompanhado pelo fortalecimento da indústria e dos fornecedores nacionais.

A Turquia estabelece como meta chegar a 20 GW de capacidade nuclear até 2050. O planejamento inclui projetos além da usina de Akkuyu e o desenvolvimento de 5 GW em pequenos reatores modulares.

Projetos e cadeia de fornecedores

Localizada na província de Mersin, Akkuyu é o primeiro grande projeto nuclear turco. A usina terá quatro reatores VVER-1200, com capacidade total de aproximadamente 4,4 GW. A previsão do governo turco é que a unidade 1 produza sua primeira eletricidade ainda em 2026.

O país também planeja empreendimentos em Sinope e na região da Trácia, além de estudar tecnologias de pequenos reatores modulares. A estratégia turca inclui ampliar a participação da indústria nacional, promover transferência de tecnologia e formar mão de obra especializada.

No Brasil, as perspectivas de expansão envolvem empresas de combustível, engenharia, equipamentos, serviços e tecnologia. A Indústrias Nucleares do Brasil discute parcerias internacionais, enquanto a ABDAN lidera, neste mês, missões em fóruns na Europa sobre pequenos reatores modulares, segurança energética, mineração e descarbonização.

Em maio, a estatal afirmou que as metas de expansão nuclear exigirão aumento significativo da produção nacional de urânio e ampliação do ciclo do combustível no país. ABDAN e NIATR também participaram, em março, de uma mobilização internacional da indústria nuclear pela ampliação da capacidade mundial até 2050.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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