As plataformas ilegais de apostas movimentam entre R$ 32,9 bilhões e R$ 43,3 bilhões por ano no Brasil, conforme estimativa da LCA Consultoria Econômica encomendada pelo Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR). Antes da nova medida, esse segmento respondia por uma fatia de 38% a 44% do mercado.
A proibição foi determinada por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira, 25. A partir de terça-feira, 6 de outubro, sites e aplicativos de empresas autorizadas deverão sair do ar. O governo afirma que também vai bloquear plataformas clandestinas e limitar os meios de pagamento utilizados por elas.
Como a estimativa foi calculada
A consultoria partiu da arrecadação federal de R$ 8,7 bilhões com jogos de azar e apostas entre janeiro e julho de 2026. Considerando uma carga tributária efetiva de 27,6%, calculou uma receita de R$ 31,6 bilhões para o mercado legal no período. A participação estimada das plataformas ilegais foi então aplicada para dimensionar a receita que permaneceu fora do setor regulado.
Os valores anuais são uma projeção baseada na repetição, no restante de 2026, do desempenho registrado nos sete primeiros meses do ano. Por isso, não correspondem a um balanço de doze meses nem indicam o que ocorrerá depois da proibição.
A LCA estima ainda uma arrecadação potencial de R$ 9,1 bilhões a R$ 12 bilhões por ano sobre a atividade ilegal, caso ela fosse tributada pela mesma taxa usada no estudo. Se a participação clandestina caísse cinco pontos percentuais, com a migração dessas apostas para empresas autorizadas, a arrecadação anual poderia aumentar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão.
No levantamento de 2025, a fatia estimada das plataformas ilegais variava de 41% a 51%. A comparação foi feita antes da mudança nas regras. O estudo mede a presença dessas empresas no mercado, mas não avalia como os apostadores vão reagir quando os sites autorizados deixarem de operar.



