Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Economia

Petrobras fecha contrato de GNL dos EUA para reduzir risco de preços

A estatal compra 0,8 milhão de toneladas anuais por duas décadas para ter mais previsibilidade em períodos de maior demanda.

Petrobras fecha contrato de GNL dos EUA para reduzir risco de preços
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras vai comprar 0,8 milhão de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano da americana Sempra Infrastructure durante vinte anos. A estratégia busca reduzir a exposição da estatal às oscilações do mercado internacional, especialmente quando a geração termelétrica aumenta.

A demanda brasileira por gás varia conforme o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Em períodos de poucas chuvas, as termelétricas são mais acionadas e o consumo de GNL cresce. Nesses momentos, a Petrobras recorreu historicamente ao mercado spot, no qual os preços podem subir quando vários países fazem compras ao mesmo tempo.

Durante a crise hídrica de 2021, as importações de GNL da companhia mais que triplicaram e alcançaram a média de 23 milhões de metros cúbicos por dia.

Produção nacional e incerteza boliviana

A produção brasileira de gás atingiu 214,97 milhões de metros cúbicos por dia em julho, alta de 12,6% em relação ao mesmo período de um ano antes. Porém, apenas 66,12 milhões de metros cúbicos por dia foram disponibilizados ao mercado. O restante é reinjetado nos reservatórios, consumido nas operações ou depende de infraestrutura de escoamento e processamento.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também aponta restrições na malha de transporte, que podem impedir que uma oferta nacional excedente atenda toda a demanda. Por isso, o crescimento da produção não elimina a necessidade de uma fonte capaz de responder rapidamente aos picos de consumo.

Outro fator é a queda na produção da Bolívia. Petrobras e YPFB revisam o contrato de fornecimento pelo Gasbol, que pode terminar entre 2028 e 2029. O Plano Decenal de Expansão de Energia prevê que o volume recebido pelo gasoduto diminua de 13 milhões de metros cúbicos por dia para 5 milhões a partir de 2030.

A Petrobras já havia contratado, em fevereiro de 2025, outros 0,8 milhão de toneladas anuais de GNL da britânica Centrica, por quinze anos, com entregas a partir de 2027. Com o acordo da Sempra, o volume anual contratado nos dois contratos de longo prazo dobra.

A EPE projeta crescimento de 95% da produção líquida brasileira de gás entre 2025 e 2035 e um balanço nacional superavitário no período. A avaliação da Petrobras é que ainda pode haver falta de gás disponível em determinada região ou momento. O GNL contratado funciona, assim, como uma reserva para períodos de maior necessidade.

A companhia não informou o valor pago pelo GNL da Sempra, a fórmula de preços nem a data de início das entregas. Essas informações são necessárias para calcular o custo da proteção contra compras no mercado spot.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.